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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Amor Onipotente (Chico Xavier)


Amor Onipotente (Chico Xavier)

Na hora atribulada de crise, em que as circunstâncias te prostraram a alma na provação, muitos acreditaram que não mais te levantarias, no entanto quando as trevas se adensavam, em torno, descobriste ignoto clarão que te impeliu à trilha da esperança, laureada de sol.

Na cela da enfermidade, muitos admitiram que nada mais te faltava senão aceitar o lance da morte, contudo, nos instantes extremos, mãos intangíveis te afagaram as células fatigadas, renovando-lhes o calor, para que não deixasses em meio o serviço que te assinala a presença na Terra.

No clima da tentação, muitos concordaram em que apenas te restava a decadência definitiva, todavia, nos derradeiros centímetros da margem barrenta que te inclinava ao despenhadeiro, manifestou-se um braço oculto que te deteve.

Na vala da queda a que te arrojaste, irrefletidamente, muitos te julgaram para sempre em desprezo público, entretanto, ao respirares, no cairel(1) da loucura, recolheste íntimo apoio, que te guardou o coração, refazendo-te a vida.

Na tapera(2) da solidão a que te relegaram os entes mais queridos, muitos te supuseram em supremo abandono, mas no último sorvo do pranto que te parecia inestancável, experimentaste inexplicável arrimo, induzindo-te a buscar outros afetos que passaram a enobrecer-te.

No turbilhão das dificuldades que te envolvam o dia, pensa em Deus, o Amor Onipresente, que não nos desampara.

Por mais aflitiva seja a dor, trará Ele bálsamo que consola; por mais obscuro o problema, dará caminho certo à justa solução.

Ainda assim, não te afoites em personalizá-lo ou defini-lo.

Baste-nos a palavra de Jesus que no-lo revelou como sendo Nosso Pai.

Sobretudo, não te importe se alguém lhe nega a existência enquanto se lhe abrilhantam as palavras nas aparências do mundo, quando pudeste encontrá-lo, dentro do coração, nos momentos de angústia. É natural seja assim.

Quando a noite aparece, é que os olhos dos homens conseguem divisar o esplendor das estrelas.


(1) Cairel significa: borda, beira; fita ou galão estreito para debruar; debrum.

(2) Tapera significa: habitação ou aldeia abandonada; casa arruinada; fazenda inteiramente abandonada e em ruínas.  Adj. 2 g. Diz-se de pessoa a quem falta um olho ou os dois. Bras.  SP  Amalucado, maluco, tonto. 

Do livro Opinião Espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Menino de 3 anos recorda vida passada, identifica assassino e localiza corpo enterrado



Menino de 3 anos recorda vida passada, identifica assassino e localiza corpo enterrado




O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento atual. Em “Além da Ciência”, o Epoch Times coleta histórias sobre alguns estranhos fenômenos para estimular a imaginação e abrir a mente para novas possibilidades. Elas são reais? Você decide.
Um menino de 3 anos de idade, da região das Colinas de Golã, perto da fronteira entre a Síria e Israel, afirma que foi assassinado com um machado em sua vida passada. Ele mostrou para os adultos de sua aldeia o local onde o assassino enterrou seu corpo, e incrivelmente, eles encontraram o esqueleto de um homem lá. Ele também indicou aos adultos onde a arma do crime estava, e através de escavações, eles encontraram um machado no local.
Em seu livro, “Children Who Have Lived Before: Reincarnation Today” (Crianças que Viveram Antes: A Reencarnação Hoje), o terapeuta alemão Trutz Hardo conta a história deste menino, junto com outras histórias de crianças que aparentemente recordaram suas vidas passadas com precisão verificada. A história do menino foi testemunhada pelo Dr. Eli Lasch, que é conhecido por desenvolver um sistema médico de Gaza como parte de uma operação do governo israelense na década de 1960. O Dr. Lasch, que morreu em 2009, relatou a surpreendente história para o Sr. Hardo.
O menino pertence à etnia drusa, e em sua cultura, a existência da reencarnação é aceita como fato. Sua história, no entanto, teve o poder de surpreender sua comunidade.
Ele nasceu com uma longa e vermelha marca na cabeça. Os drusos acreditam, assim como algumas outras culturas, que marcas de nascença estão relacionadas com a morte em vidas passadas. Quando o menino tinha idade suficiente para falar, ele relatou à sua família que havia sido assassinado com um golpe de machado na cabeça.
É um costume os adultos levarem as crianças, com 3 anos, para a casa de sua vida anterior, caso a criança recorde o local. O menino sabia em qual aldeia ele havia morado, deste modo eles foram até lá. Ao chegarem à aldeia, o garoto lembrou qual era seu nome em sua vida passada.
Os moradores do vilarejo disseram que o homem que o menino afirmava ser a sua reencarnação tinha sido dado como desaparecido quatro anos antes. Os amigos e família pensavam que ele poderia ter se perdido no território hostil das proximidades, como era costumeiro acontecer.
O menino também lembrou o nome completo do seu assassino. Quando confrontado com as alegações, o rosto do suposto assassino ficou branco, segundo Lasch, no entanto, ele não confessou o assassinato. O menino então disse que poderia levar os adultos ao local onde o corpo foi enterrado. No local, eles encontraram o esqueleto de um homem que possuía um ferimento na cabeça, que correspondia à marca de nascença do garoto. Eles também encontraram o machado, a arma do crime.
Diante desta evidência, o assassino admitiu o crime. Dr. Lasch, o único não pertencente à etnia druso, esteve presente ao longo de todo o processo.
Para conhecer mais histórias como esta, leia o trabalho do Sr. Hardo, “Children Who Have Lived Before” (As Crianças que Viveram Antes).


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Insatisfação e Utopias (Joanna de Ângelis | Divaldo Franco)



Insatisfação e Utopias


A insatisfação responde pela presença de muitos males e sofrimentos no organismo social, gerando desequilíbrios que poderiam perfeitamente ser evitados.

Utilizando-se de mecanismos de evasão, a criatura evita assumir a própria realidade, elaborando modelos de fictícia felicidade, para os quais transfere as aspirações, produzindo os estados de inconformismo e de desgosto a que se aferra, perdendo as excelentes ocasiões de conhecer-se e plenificar-se.

Tais padrões passam então a ser-lhe metas, sempre improváveis de concretizarem-se, e mesmo quando consegue alcançar os patamares próximos, porque os seus são objetivos fantasiosos, mantém-se no mesmo estado de morbidez, de desajuste.

Pequenas características tornam-se-lhe fundamentais e detalhes que o diferenciam do que considera belo, saudável, estético e feliz adquirem alta importância, assim mantendo o condicionamento de desditoso.

De caráter rebelde e conduta perturbadora, despreza os recursos preciosos de que dispõe, anelando somente pelo que gostaria de ser, de ter, de parecer.

Aguarda, nesse clima de inconformação, um milagre que jamais lhe ocorrerá de fora para dentro, sem realizar o notável esforço de transformação de conceito, bem como a mudança de atitude de dentro para fora.

Aprofunda-te no autoconhecimento, redescobrindo-te.

És conforme te elaboraste na sucessão do tempo.

As tuas matrizes encontram-se no passado espiritual que não mais alcançarás. Entretanto, através de novos comportamentos alterarás o ritmo e as ocorrências da vida.

Examina-te e tem a coragem de enfrentar como te encontras, elaborando paradigmas e propostas reais que conseguirás alcançar.

A fuga de ti mesmo não leva a lugar algum, porquanto jamais te dissociarás da tua realidade.

Inicia um programa de autovalorização, analisando os fatos, conforme mereçam, ou não, consideração.

A nada, a ninguém culpes pelo que consideras insucessos.

A pessoa irresponsável, quando não se esforça para alterar o que pode ser modificado, transfere a responsabilidade para as circunstâncias que acredita más, as pessoas, ou culpa-se a si mesma, preferindo a queixa e a comiseração ao esforço profícuo. O tempo, o lugar, a sociedade, o governo, a inveja alheia, a competição malsã, a má sorte ou a sua fraqueza são os ingredientes para justificar a acomodação, o falso sofrimento de que se diz objeto.

Ruma na direção das estrelas.

Impõe novos conceitos à vida e trabalha por vivenciá-los de forma edificante.

Quem tem piedade de si mesmo, nega-se a receber ajuda do seu próximo.

O insatisfeito, além de ingrato, é rebelde e preguiçoso, que prefere as sombras da reclamação e do atraso, às claridades do progresso libertador.

Não te permitas utopias existenciais, partindo para a conquista de realizações legítimas.


FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Saúde. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 8.

terça-feira, 17 de março de 2015

Pensamentos positivos, negativos e cura (Correio Espírita)




Pensamentos positivos, negativos e cura (Correio Espírita)


Fonte: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/artigos-diversos/1177-pensamentos-negativos-positivos-e-cura

O número de pessoas que passam o dia cultivando pensamentos negativos é altíssimo. Poucas se dão conta de que pensam de forma desequilibrada. Isso é extremamente perigoso para quem emite esse tipo de pensamento, porque depois de um certo tempo, essas emissões mentais ruinosas transformam-se em um terrível problema para o centro de origem.
    Permanecer com os pensamentos de cunho negativo por longos períodos da vida, faz multiplicar os problemas diários, tornando a vida áspera e cheia de dificuldades. O pensamento atrai condições desagradáveis, como se fosse um objeto imantado; ao contrário dos pensamentos positivos, que só atraem coisas boas, correspondendo ao que foi emitido pela mente altruística.
    A reversão do pensamento negativo para efeito de cura, realiza-se através de uma escolha consciente, fazendo uma concentração de pensamentos positivos e altruísticos visando adquirir um novo senso de paz e tranquilidade tão necessárias ás nossas vidas.
    É sumamente importante selecionar o que estamos dizendo mentalmente. Se percebermos que estamos cultivando pensamentos negativos, precisamos bloquear mentalmente esses sentimentos a fim de voltarmos ao ponto normal da vida, alimentando ideias positivas e sadias. Devemos buscar inspiração em alguma coisa de realce no campo do bem, que chame nossa atenção de um modo especial; como por exemplo: recordar uma situação que nos fez rir, ou de algum evento alegre que nos tenha deixado muito felizes.
    A vida é sempre cheia de muitas oportunidades e atrações; estas últimas nos ajudam a superar as dificuldades temporárias que surgirão durante nossa caminhada na direção da luz.

    A melhor maneira de ultrapassar os obstáculos do presente é esquecermos o que de errado fizemos na retaguarda recente ou distante, procurando sempre o lado bom das condições existente na atualidade.
    Outro detalhe importante é a caridade e a compaixão que devemos nutrir pelos nossos semelhantes, principalmente, pelos que estão enfrentando dificuldades no momento atual, angariando assim laços de simpatia e fraternidade, que nos ajudam a descobrir nossa essência divina, que, de modo geral, se acha sempre encoberta pelos nossos vícios, desejos e paixões.
    Nossos pensamentos também melhoram de qualidade quando nos entregamos ao exercício da meditação, da prece, do silêncio e do recolhimento. Dediquemos alguns minutos do nosso tempo para conversar com Deus, no íntimo da nossa alma, buscando uma harmonização ideal para o nosso corpo físico, e, principalmente para o nosso espírito.
    A prática diária da prece e do culto no lar atrai para nosso organismo físico e espiritual, energias cósmicas que descem do Alto, mas que só atingem quem se torna receptivo, cultivando bons hábitos e tendências enobrecidas afinadas com as leis divinas que regem à vida cósmica.
    A natureza não dá saltos espetaculares, e nem existem milagres ao nosso redor, que possam resolver de imediato os nossos problemas; e isso só se resolve através de muito trabalho e muita luta para os que, de alguma forma, reconhecem o poder de Deus.
    Ele, na Sua suprema sabedoria e bondade, jamais interfere no nosso livre-arbítrio esperando que cada um realize, pelo aprendizado, a escolha certa de nossos destinos, após muito tempo e muitas reencarnações.
    O pensamento contínuo é o maior instrumento já concedido ao espírito imortal, esse viajor incansável da eternidade. O homem terreno, com ele, tece paulatina e gradativamente, a túnica eletromagnética que irá vestir ao alcançar as campinas siderais do infinito de Deus. Devemos pensar diariamente que possuímos todas as qualidades para vencer em qualquer atividade, como também ser bem sucedidos em qualquer área, em qualquer empreendimento. Basta apenas empenharmos a força máxima; dando tudo de nós para alcançarmos a vitória e celebrarmos o triunfo.
    Utilizando o processo de livre-escolha, podemos aplicar nossos talentos e faculdades inatas que já carregamos em estado latente, decidindo sempre o melhor para nós, e, principalmente para os outros.
    Como ser pensante, precisamos usar a liberdade de pensamento para escolher formas diversificadas de atuação a fim de evoluirmos e assim fazendo melhorando automaticamente os nossos semelhantes.
    Necessário nos é cultivar pensamentos positivos e promissores que contribuirão para nosso sucesso pessoal, captando simpatia e laços fraternos tão necessários ao convívio dentro de qualquer sociedade moderna.
    Através do pensamento, podemos concentrar nossas forças nos afazeres diários, e também no entusiasmo e no otimismo durante a execução de qualquer tipo de trabalho.
    Adotemos o hábito de fazer com amor e alegria tudo o que passa pelas nossas mãos. Precisamos deixar marcas individuais em tudo aquilo que realizamos, exercendo as atividades com vocação. Tenhamos a certeza, que, agindo assim, as possibilidades de sucesso serão maiores, principalmente quando fazemos o que gostamos.
    A cura real das nossas enfermidades físicas e espirituais passa impreterivelmente pelos nossos pensamentos, pela nossa forma de ser e de viver. Não se apegue pois demasiadamente aos bens temporários, que passam de mão em mão, e que não podemos levar para o outro lado da vida. Procure também não invadir fronteiras alheias, proferindo palavras ou agindo de forma a atassalhar a vida de outrem.
    O importante na Terra, onde estamos vivemos um processo evolutivo difícil, é cultivar virtudes inerentes ao espírito, que em síntese, servirão de moeda corrente no mundo espiritual, após atravessarmos as águas enigmáticas do rio da morte.
    Enquanto aqui estivermos, precisamos cumprir nossa missão da melhor maneira possível, trabalhando em favor do próximo, acumulando recursos espirituais, que nos acompanharão após perdemos a vestidura carnal, enchendo o nosso coração de paz, alegria e felicidade do outro lado da vida.

Fonte: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/artigos-diversos/1177-pensamentos-negativos-positivos-e-cura

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Chico Xavier e o Homossexualismo


 
Chico Xavier e o Homossexualismo
 
 
"Não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais às tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impediria certo numero de pessoas de trabalhar e de serem úteis à vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)
 
Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?"
 
(Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984)
 
 
 
 
Pergunta: Como se explica o homossexualismo à luz da Doutrina Espírita?
 
 
Chico Xavier: "Temos tido alguns entendimentos com espíritos amigos, notadamente com Emmanuel a esse respeito. O homossexualismo, tanto quanto a bissexualidade ou bissexualismo, como assexualidade, são condições da alma humana. Não devem ser interpretados como fenômenos espantosos, como fenômenos atacáveis pelo ridículo da humanidade. Tanto quanto acontece com a maioria que desfruta de uma sexualidade dita normal, aqueles que são portadores de sentimentos de homossexualidade ou bissexualidade são dignos do nosso maior respeito e acreditamos que o comportamento sexual da humanidade sofrerá, no futuro, revisões muito grandes, porque nós vamos catalogar do ponto de vista da Ciência todos aqueles que podem cooperar na procriação e todos aqueles que estão numa condição de esterilidade. A criatura humana não é só chamada à fecundidade física, mas também à fecundidade espiritual. Quando geramos filhos, através da sexualidade dita normal, somos chamados... também à fecundidade espiritual, transmitindo aos nossos filhos os valores do espíritode que sejamos portadores.
 
Não nos referimos aqui aos problemas do desequilíbrio, nem aos problemas da chamada viciação nas relações humanas. Estamos nos referindo a condições da personalidade humana reencarnada, muitas vezes portadora de conflitos que dizem respeito seja à sua condição de alma em prova ou à sua condição de criatura em tarefa específica. De modo que o assunto merecerá muito estudo. Nós temos um problema em matéria de sexo na humanidade que precisaríamos considerar com bastante segurança e respeito recíproco. Vamos dizer: se as potências do homem na visão, na audição, nos recursos imensos do cérebro, nos recursos gustativos, nas mãos, na tactividade com que as mãos executam trabalhos manuais, nos pés, se todas essas potências foram dadas ao homem para a educação, para o rendimento no bem, isto é, potências consagradas ao bem e à luz, em nome de Deus, seria o sexo em suas várias manifestações sentenciado às trevas?"
 
(Entrevista concedia à extinta Rede Tupi de Televisão, São Paulo, ao programa "Pinga Fogo", em 28 de julho de 1971)
 
 
 
 
 
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Corpo e Perispírito



Fonte do artigo: http://www.oliver.psc.br/pesquisas/corpo%20.htm

Corpo e Perispírito

O corpo é o instrumento que o espírito usa para atuar nos mundos materiais. Precisa, portanto, atender às necessidades dele, aos objetivos que ele traz ao reencarnar. O corpo é considerado um produto ideoplástico do espírito; logo após a fecundação, o espirito reencarnante une-se, pôr um cordão fluídico ao óvulo e, pôr meio dele, influencia automaticamente a formação do embrião e do feto; pôr isso, o estado de perturbação da consciência não impede que o espírito imprima suas características básicas no novo corpo. Consequentemente, o organismo reflete o estado daquele. As doenças físicas, em suma, não passam de distúrbios do perispírito transpostos para a carne , que promove o tratamento das imperfeições do espírito em si. Daí deriva a importante função das moléstias na vida do espírito eterno.

O corpo material merece todo o nosso cuidado, pois é ele uma concessão da Bondade Divina, em vista do nosso comportamento não torna-lo um direito, pôr méritos adquiridos. Assim, recebemo-lo, ajustado às nossa necessidades evolutivas, porquanto, os mentores do Plano Espiritual produzem nele, atuando sobre os cromossomas do óvulo, as alterações indicadas para nossa melhoria: aqui, uma lesão numa válvula do coração, ali um diabete, acolá um intestino preso ou uma perna curta, etc. Assim, além das inferioridades que cada um impõe ao seu corpo pôr pertencerem ao espírito, pode haver defeitos impostos pôr necessidades expiatórias.

Cada espírito tem o corpo que merece e de que necessita; amemos esse 'jumentinho', consoante a expressão de Francisco de Assis, com o caridoso zelo que dedicamos ao mais fiel dos amigos, pois que ele se constitui sustentáculo para a nossa redenção. Se você o tem jovem, ajude-o; se desabrocha para a adolescência, mantenha-o; se repousa na maturidade, conserve-o; se o observa envelhecido, seja-lhe grato. Um corpo, mesmo limitado, enfermiço ou anormalizado, é o maior tesouro que Deus oferece a um espírito devedor. As formas desgraciosas do corpo , expressam a sabedoria celeste em nosso favor. Traços belos e anatomia harmoniosa representam responsabilidade e perigo eminente, ambos, porém, marcham para o túmulo mais cedo ou mais tarde... Se o centro das emoções não nos concede grandes vôos no campo dos sentidos, agradeçamos ao Senhor, que o modelou de tal forma que não conseguiremos reincidir em novos desequilíbrios, se a imobilidade nos domina alguns membros, aprendamos em silêncio e busquemos soluções a fim de que no futuro, em outras jornadas, possamos vitalizar esses mesmos membros; é nosso dever alimentar a máquina orgânica para viver, de modo a não viver apenas para se alimentar.

Sabemos que o corpo é constituído de trilhões de células que são outras tantas vidas microscópicas (nossos irmãos menores). Cada vida, pôr mais insignificante, possui expressão magnética especial. A vontade , não obstante condicionada pôr leis cósmicas e morais, inclinará a comunidade dos corpúsculos vivos que permanecerão a nosso serviço pôr tempo limitado. Assim sendo, tomemos cuidado com os medicamentos que estamos usando, evitemos o uso indiscriminado de antibióticos e tantos outros "venenos tóxicos". Não deixemos para procurar o médico homeopata somente depois de perder a 'fé na alopatia', pois aí, estaremos saturados de medicamentos e exaustos da incessante peregrinação pêlos consultórios médicos; aqui, diante de um ritmo irregular acusado pelo exame de eletrocardiograma , o médico acusa uma disfunção cardíaca; ali, após outros exames, outro facultativo opina pôr avançada estase biliar ou aderência da vesícula; além, depois de submetido a nova serie de radiografias, pontifica-se o diagnóstico da úlcera duodenal, com os tradicionais 'nichos' da terminologia médica. O paciente, já em desassossego e viciado à procura de uma 'doença', esquece que o seu problema é um só e origina do seu psiquismo perturbado nesta ou nas vidas anteriores, prossegue submetendo-se a novos exames, novas radiografias e pesquisas de laboratório. Sem dúvida, para esse tipo de enfermo o tratamento homeopático seria excelente, se ele já não se encontrasse grandemente intoxicado pela Alopatia e desconfiado também das doses infinitesimais da homeopatia. Mas, lamentavelmente, ainda é pequena a percentagem de indivíduos que se encontram realmente em condições mentais, emocionais e confiantes, para se tratarem pela terapêutica suave e exata da Homeopatia.

Importante, muito importante é cuidarmos da alimentação também; a preferencia pela alimentação vegetariana, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride , é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos reinos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. "Os iniciados hindus" sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal. Não aceitemos a idéia de que a alimentação carnívora principalmente no ocidente, já é um hábito estratificado no psiquismo humano e que estamos condicionados organicamente à ingestão de carne e que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta. Hoje, já existem provas irrecusáveis de que podemos viver e gozar de ótima saúde sem recorrer à alimentação carnívora. Além disto, temos que considerar que os animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinários, são rigorosamente vegetarianos , tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comer carne, devemos compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também estão condicionados em nós e teremos que elimina-los definitivamente do nosso psiquismo.

Compreendemos que a proteína é de primeira importância, porque constitui músculos, pele, cartilagem, hemoglobina, enzimas, hormônios e anticorpos; cerca de 20% do corpo é formado pôr elas e ela é essencial para o crescimento e a manutenção dos tecidos. As grandes moléculas de proteína são formadas pôr 22 aminoácidos, que são como elos de uma corrente. Na síntese destas moléculas realizadas pelo organismo humano, todos esses 22 aminoácidos devem estar presentes ao mesmo tempo. O organismo pode produzir 14 destes 22 e os 8 restantes são os 'aminoácidos essenciais' e devem ser ingeridos. A proteína animal tem todos eles, contudo, basta a combinação de um cereal e uma leguminosa para se obter o mesmo resultado ou seja, o popular arroz com feijão fornece também os 8 aminoácidos para formar a proteína completa. O sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; a antropofagia dos selvagens era bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoravam o seu prisioneiro de guerra , na ilusão de herda-lhes as qualidades e o seu vigor sanguinário. Os 'civilizados', para atenderem as mesas lautas e cheias de órgãos animais, especializam-se nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O selvagem oferecia o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defendesse antes de ser moído pôr pancadas; depois, rompia-lhe as entranhas e o devorava , famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima era ingerida às pressa, cruamente, mas isso se fazia distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O 'civilizado', no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta; desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mantém e sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas e paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca. Fazer do estômago um cemitério, será um tormento depois da transição para o mundo espiritual. Perdoe-me os colegas que não estão compreendendo essas dissertações, porém, além de ser melhor uma alimentação natural e saudável, estamos também falando de ceifar e obstruir a evolução natural de trilhões de vidas dos nossos irmão menores, e isso, faz com que adquiramos débitos nesse setor, "a semeadura e livre , porém, a colheita é obrigatória"...

No mundo espiritual, o espírito usa , como veículo de manifestação, um corpo especial que no espiritismo chama-se perispírito ou corpo astral (alma) . No corpo físico ele funciona como intermediário entre o espírito e o organismo, governando a formação e o funcionamento deste. Nas culturas de tecido (um fragmento de músculo ou de raiz) as células dividem-se sem parar, mantendo-se a vida vegetativa devido ao princípio vital, mas sem orientação pôr faltar o diretor do crescimento, o perispírito.

O perispírito é constituído de matéria rarefeita ,caracterizada pôr outro estado vibratório e varia de mundo para mundo. Ele é transformável e perecível , e poderá ser lesado e mesmo mutilado, com amplas perdas de substâncias ; em face da persistência na prática do mal, em certos casos, chega a assumir formas animalescas 
(serpentes, lobos etc.) pois é fato notório ser ele sensível e reagir ao estado moral do espírito. Se cometermos suicídios com um tiro no peito, o perispírito ficará ferido e ensangüentado pôr longo tempo; se tomarmos um cáustico, ele terá uma lesão na faringe, se nos apossarmos do alheio, as mãos ficarão como garras e vai pôr aí afora... Ele se purifica e torna-se etéreo conforme o espírito vai progredindo em moralidade. Pensamentos e sentimentos reagem constantemente sobre o perispírito, tornando-o mais denso e sombrio se forem maléficos ou mais leve e luminosos e forem benéficos.. Ele emite radiações que variam de natureza e intensidade conforme o estado mental do seu portador. Somente o perderemos quando houver a " segunda morte" ... Os espíritos superiores se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza, pôr enquanto não nos é dado a sondar. Na realidade pode ser chamada de uma "nova vida" já que se nasce para uma vida superior, ou uma nova etapa evolutiva...

Noutros casos, os espíritos se submetem a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perisperísticos para renascerem na carne terrestre. Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem ou precisam da reencarnação, todavia, tanto quanto ocorre aos espíritos desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem um dia, a forma perispiritual. Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em redor das paixões absorventes que pôr muitos anos elegeram em centro de interesses. Na segunda morte nos planos inferiores, o espírito cai em si mesmo, e vai caindo sempre, se retraindo e contraindo, egoisticamente; como em sua intimidade é uma centelha divina, ele não deixa de existir como centelha Divina e eterna, mas desaparece como identidade ou seja, como criatura personalizada e volta à ignorância do princípio; nesse ponto, se caracterizam como fetos ou amebas mentais e são utilizados pôr espíritos perversos para auxiliarem no processo obsessivo. O caminho para esses "ovóides" é a reencarnação na crosta da terra ou em setores outros da vida congênere. "O espírito não retrograda porém, a forma perispiritual se degrada".

Em suma, ele é um verdadeiro arquivo de tudo quanto o sujeito aprendeu, experimentou e assimilou. Recordações, conhecimentos acumulados, vidas passadas etc. , tem nele o registro. Ele é o agente de todas as manifestações da vida, tanto na terrena para o homem, quanto na espiritual para o espírito. Os chamados "concomitantes orgânicos" das emoções, como ansiedade, ódio e medo, são sintomas físicos de desarranjos funcionais provenientes de estados de espírito que atingem o corpo através do perispírito; uma pessoa ansiosa pode precisar ir ao banheiro freqüentemente, comer demais, etc. Sua matéria rarefeita deixa-se modelar pela força do pensamento e, assim, os espíritos podem mudar a aparência se o quiserem, sem alterar, é claro, a natureza íntima, pois, ninguém consegue negar sua posição evolutiva.

Resumindo, podemos dizer que, utilizando alimentos ou bebidas tóxicas, o homem não só poderá contrair vícios lamentáveis como atingir, a partir do corpo físico, através das energias vitais o seu corpo espiritual. Este verá comprometido o delicado equilíbrio dos seus "centros de força", correspondente aos órgão físicos. Do mesmo modo, desencadeando vibrações deletérias, pelo pensamento desregrado atingirá, através do perispírito, o corpo físico que verá alteradas suas funções vitais. É assim que o espírito invigilante após o desencarne poderá ver-se portador de um corpo espiritual doentio a reclamar ainda o concurso do hospital e a assistência do médico no plano espiritual. Conforme a gravidade das lesões verificadas poderá trazer para uma outra vida física os reflexos da disfunção nos centros de força perispirituais, a manifestarem-se como enfermidades incuráveis ou rebeldes aos tratamentos da medicina terrena. Estas tem pôr finalidade drenar para as células físicas os fluidos perniciosos imprudentemente assimilados durante anteriores existências.

Iniciemos, portanto, a partir de agora, a nossa profilaxia psico-física, construindo a nossa "saúde integral"...

Oliver

Fontes: ((Libertação, Missionários da Luz, André Luiz; Evolução p/ o terceiro milênio, Carlos T. Rizzini; Saúde Integral, Vilma A. do Brasil; Fisiologia da Alma, Ramatis; Ementário Espírita, Marco Prisco. )

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Aceitação (Emmanuel)



Aceitação (Emmanuel)


"Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, por ventura, te afligem...

E dizemos "construtiva" porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem e criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilham a vida.

Reflitas nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possas afastar ou remediar."


Emmanuel - Aceitação

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Emmanuel (Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm)



Emmanuel


Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm


Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'Évangile Selon le Spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O Egoísmo".

O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.

Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"

Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."

Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.

Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.

No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: 'Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'

E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."


Fonte: Federação Espírita do Paraná - www.feparana.com.br

Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rádio Novelas (Espiritismo)



Rádio Novelas (Espiritismo)

Livros espíritas em áudio, no formato MP3, interpretados no estilo rádio novelas.

Obs.: Nas radionovelas, por vezes, alguns trechos são suprimidos ou adaptados, assim face altamente recomendável que a obra original seja consultada para que os ensinamentos passados possam ser captados em sua íntegra.

Fonte: http://espiritismoemaudio.wikidot.com/radio-novelas

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Abençoemos aqueles que se preocupam conosco (Chico Xavier)



"Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades...

Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo... A amizade é uma dádiva de Deus...

Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!"

(Chico Xavier)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tudo Passará (Emmanuel | Chico Xavier)


Tudo Passará (Emmanuel | Chico Xavier)



Todas as coisas, na Terra, passam...

Os dias de dificuldades, passarão...

Passarão também os dias de amargura e solidão...

As dores e as lágrimas passarão.

As frustrações que nos fazem chorar... um dia passarão.

A saudade do ser querido que está longe, passará.

Dias de tristeza... Dias de felicidade...

São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.

Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará...

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.

O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau. Segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade, e que um dia também passará...

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.

Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo...
também passarão..."

" Tudo passa... exceto DEUS!"
Deus é o suficiente!

Emmanuel | Chico Xavier

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

4º Congresso Espírita Brasileiro (150 anos de O Evangelho segundo o Espiritismo)





4º Congresso Espírita Brasileiro
(150 anos de O Evangelho segundo o Espiritismo)






Programação

11 de abril de 2014 (sexta)
"Amor Fundamento da Vida"

Das 10h às 12h30 - Conferência de abertura "O Evangelho segundo o Espiritismo..." - Divaldo Pereira Franco

Das 14h30 às 16h30 - "Há muitas moradas na casa de meu Pai" - Stela Pojuci de Morais
"Jesus e a reencarnação" - Herculis França Romano

Das 17h às 19h" - O Evangelho segundo o Espiritismo e a trilogia espírita" - Sandra Maria Borba Pereira
"A Lei do Amor" - Jorge Alberto Elarrat Canto


12 de abril de 2014 (sábado)
"Relações , alimento da Vida"

Das 8h às 10h - "Fora da caridade não há salvação" - Ana Coeli Araujo
"O sermão do monte" - Vagner da Silva

Das 10h30 às 12h30 - "Os trabalhadores da última hora" - Volmar Julson Buffi
"Jesus ensinava por parábolas" - Reinaldo Pontes

Das 14h30 às 16h30 - "Justiça das aflições" - Marconi Gomes de Oliveira
"Pedi e obtereis" - Helena Fonseca Maciel Bezerra

Das 17h às 19h" - O Evangelho, caminho, verdade e vida" - Miriam Lúcia Herrera Masotti Dusi
"Jesus, guia e modelo da humanidade" - Geraldo Campetti Sobrinho


13 de abril de 2014 (domingo)
"Amor Fundamento da Vida"

Das 8h às 10h" - Desafios para a vivência do Evangelho" - José Alberto Machado
"Não separeis o que Deus juntou - laços de família" - Rita de Cássia Castro de Jesus

Das 10h30 às 12h30 - Solenidade de encerramento - "A construção do homem de bem" - Alberto Almeida

Inscrições e informações em: http://www.febnet.org.br/4congresso/

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amai os vossos inimigos (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII)



Amai os vossos inimigos

3. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.

Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo- a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme os casos.

Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster- se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII

sexta-feira, 26 de julho de 2013

No grande adeus (Emmanuel | Chico Xavier)




No grande adeus (Emmanuel | Chico Xavier)

Cerraste os olhos dos entes amados, orvalhando-lhes o rosto inerte com as lágrimas que te corriam da ternura despedaçada, e inquiriste, sem palavras, para onde se dirigiam no grande silêncio.

Disseste adeus, procurando debalde aquecer-lhes as mãos frias, desfalecentes nas tuas, e colaste neles o ouvido atento, no peito hirto, indagando do coração prostrado a razão porque parou de bater. Entretanto, o vaso impassível nada pode informar, quanto à destinação do perfume.

Ergue as antenas da prece, no santuário da tua alma, e perceberás o verbo inarticulado dos que partiram... Saberá, então, que te comungam a dor, estendendo-te as mãos ansiosas. Arrojados à vida nova, querem dizer-te que ressurgiram. Extasiados, perante o sol que a imortalidade lhes apresenta, suspiram por transfundir a saudade e o amor, no cálice da esperança, para que não desfaleças.

Libertos do cárcere em que ainda te encontras, rogam-te a paz e conformação, para que possam, enfim, demandar a renascente manhã que lhes acena dos cimos...

Não lhes craves nos ombros a cruz da aflição, nem lhes turves a mente, no nevoeiro de pranto que te verte da angústia.

Honra-lhes a memória, abraçando os deveres que te legaram, e ajuda-os para que avancem com a tua benção, de modo a te prepararem lugar, na pátria comum, em que todos nos reuniremos um dia.

São agora companheiros que te pedem fidelidade e consolo para que te confortem, à maneira da árvore que solicita a rega da fonte a fim de preservá-la contra a secura.

Ante o fel da separação, trabalha com paciência e confia neles!...E quando a agonia da suposta distância te constrinja os refolhos do espírito, deixa que eles próprios te falem ao pensamento, sob a luz da oração.


(Do livro "Justiça Divina", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

História do Espiritismo (FEB)




História do Espiritismo


No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.

Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec.

A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico. Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”: “O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará”.


Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/historia-do-espiritismo/

A quem obedeces? (Chico Xavier | Emmanuel)




A quem obedeces? (Chico Xavier | Emmanuel)


“E, sendo ele consumado,
veio a ser a causa de eterna salvação para
todos os que lhe obedecem.”
— Paulo. (HEBREUS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 9.)



Toda criatura obedece a alguém ou a alguma coisa.

Ninguém permanece sem objetivo.

A própria rebeldia está submetida às forças corretoras da vida.

O homem obedece a toda hora. Entretanto, se ainda não pôde definir a própria submissão por virtude construtiva, é que, não raro, atende, antes de tudo, aos impulsos baixos da natureza, resistindo ao serviço de auto-elevação.

Quase sempre transforma a obediência que o salva em escravidão que o condena. O Senhor estabeleceu as gradações do caminho, instituiu a lei do próprio esforço, na aquisição dos supremos valores da vida, e determinou que o homem lhe aceitasse os desígnios para ser verdadeiramente livre, mas a criatura preferiu atender à sua condição de inferioridade e organizou o cativeiro. O discípulo necessita examinar atentamente o campo em que desenvolve a própria tarefa.

A quem obedeces? Acaso, atendes, em primeiro lugar, às vaidades humanas ou às opiniões alheias, antes de observares o conselho do Mestre Divino?
É justo refletir sempre, quanto a isso, porque somente quando atendemos, em tudo, aos ensinamentos vivos de Jesus, é que podemos quebrar a escravidão do mundo em favor da libertação eterna.



Livro: Pão Nosso (Chico Xavier | Emmanuel)
Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/mensagens-espiritas/a-quem-obedeces/

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sinopse das Obras de Allan Kardec





Sinopses

das Obras de

Allan Kardec


Índice



Obras Básicas

1 – O Livro dos Espíritos
2 – O Livro dos Médiuns
3 – O Evangelho segundo o Espiritismo            
4 – O Céu e o Inferno
5 – A Gênese

Obras Complementares

- A Prece segundo o Evangelho
- Conselhos, reflexões e máximas de Allan Kardec
- Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas
- O Espiritismo em sua mais simples Expressão           
- O Principiante Espírita  (parte da obra “O que é o Espiritismo”)
- O que é o Espiritismo
- Obras Póstumas
- Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas
- Revista Espírita (doze volumes anuais – 1858 a 1869)
- Viagem Espírita em 1862 



OBRAS BÁSICAS



1 – O Livro dos Espíritos

Esta obra é a pedra fundamental da Doutrina dos Espíritos; o primeiro dos cinco livros básicos que compõem a Codificação do Espiritismo, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do mundo. Ele é o marco inicial de uma doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso.

Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade.


2 – O Livro dos Médiuns

Esta é a segunda das cinco obras que constituem a Codificação da Doutrina Espírita. Reúne “o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”. Apresenta ainda, na parte final, precioso vocabulário básico espírita.

De leitura e consulta indispensável para os espíritas, este livro será sempre uma preciosa fonte de conhecimento também para qualquer pessoa indagadora e atenta ao fenômeno mediúnico, que se manifesta crescentemente no mundo inteiro, dentro ou fora das atividades espíritas. Sendo os homens parte integrante do intercâmbio entre os dois planos da vida, o material e o espiritual, o melhor é que conheçamos, e bem, os mecanismos desse relacionamento. “O Livro dos Médiuns” é o manual mais seguro para todos os que se dedicam às atividades de comunicação com o mundo espiritual.


3 – O Evangelho segundo o Espiritismo

Terceira das cinco obras que constituem a base da Codificação Espírita, “O Evangelho segundo o Espiritismo” encerra um conjunto de ensinamentos de cunho moral transmitidos por Espíritos Superiores, organizados e comentados por Allan Kardec.

Esta obra encerra a essência do ensino moral de Jesus e por isso constitui o abrigo onde os adeptos de todas as religiões – e mesmo os que não têm religião – podem reunir-se, porquanto oferece um roteiro seguro para a nossa reforma íntima, objetivo apontado pelo Cristo como indispensável para alcançarmos a felicidade vindoura, a paz interior, essa conquista que somente a observância plena das leis divinas pode proporcionar ao Espírito na sua caminhada evolutiva para Deus.

É obra eminentemente consoladora, de cunho evangélico, que trará ao leitor a verdadeira e importante dimensão da figura de Jesus.


4 – O Céu e o Inferno

Esta é a quarta das cinco obras básicas que compõem a Codificação do Espiritismo. Seu principal escopo é explicar a justiça de Deus à luz da Doutrina Espírita. Objetiva demonstrar a imortalidade do Espírito e a condição que ele usufruirá no mundo espiritual, como conseqüência de seus próprios atos. Divide-se a obra em duas partes:

A primeira parte estabelece um exame comparado das doutrinas religiosas sobre a vida após a morte; mostra fatos como a morte de crianças, seres nascidos com deformações, acidentes coletivos e uma gama de problemas que só a imortalidade da alma e a reencarnação explicam satisfatoriamente. Kardec procura elucidar temas como: anjos, céu, demônios, inferno, penas eternas, purgatório, temor da morte, a proibição mosaica sobre a evocação dos mortos, etc. Apresenta também a explicação espírita contrária à doutrina das penas eternas.

A segunda parte, resultante de um trabalho prático, reúne exemplos acerca da situação da alma durante e após a desencarnação. São depoimentos de criminosos arrependidos, de espíritos endurecidos, de espíritos felizes, medianos, sofredores, suicidas e em expiação terrestre.


5 – A Gênese

Quinta e última das obras básicas da Codificação do Espiritismo, “A Gênese – os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo” é um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora.

Divide-se a obra em três partes: na primeira parte analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda parte aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.



OBRAS COMPLEMENTARES


- A Prece segundo o Evangelho

Mais do que uma simples coletânea de preces, este livro reúne o conteúdo dos capítulos 25 a 28 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, analisando e detalhando a prece em seus diversos aspectos: qualidade, eficácia, ação e inteligibilidade, bem como a felicidade, a paz de espírito e a serenidade que a oração às criaturas que buscam contato com o Criados.

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com Deus. O Espiritismo torna inteligíveis os seus efeitos, demonstrando a sua ação direta e efetiva.
Contém, ainda, instruções mediúnicas do próprio Kardec, ditadas em 1889, sob o título "Instruções de Allan Kardec aos espíritas do Brasil".


- Conselhos, reflexões e máximas de Allan Kardec

Esta pequena obra é a reunião de algumas das passagens mais significativas dos numerosos artigos que Allan Kardec publicou na Revista Espírita de 1858 a 1869; esse trabalho, divulgado pelo Centro Espírita Lionnais Allan Kardec, na França, tem o objetivo de nos recordar alguns dos princípios filosóficos que freqüentemente o mestre gostava de frisar.


- Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas

Esta é, possivelmente, a obra menos conhecida de Kardec: um manual dedicado aos médiuns. Lançada em 1858, ela serviu como uma espécie de “versão prévia” da obra definitiva “O Livro dos Médiuns”, que a substituiria, segundo as palavras de Kardec.

Todavia, o francês Jean Meyer publicou novamente estas Instruções em 1923. E no mesmo ano Cairbar Schutel traduziu-as para o leitor brasileiro. Ambos, Meyer e Cairbar, perceberam não só o grande valor histórico deste pequeno livro, mas também a importância do seu compacto e precioso vocabulário espírita – cerca de 160 verbetes –, que foi, nos parece, a primeira tentativa nesse sentido, realizada pelo próprio Codificador.

Instruções Práticas deve, portanto, ser conhecida pelo leitor espírita, por ser um dos importantes documentos históricos que marcaram o início do Movimento Espírita, além de ser de grande utilidade o seu vocabulário espírita como fonte de consulta.


- O Espiritismo em sua mais simples Expressão

Com o intuito de popularizar o Espiritismo e tomar mais fácil e ágil a sua divulgação, Allan Kardec, sem prejuízo das obras básicas da Doutrina Espírita, redigiu uma série de folhetos e os distribuiu por toda a França, em valores bastante acessíveis à população interessada. Alguns deles tiveram várias edições e alcançaram expressivo sucesso, continuando a ser reeditados mesmo após a desencarnação do Codificador. Dentre os mais conhecidos figuram: “O Espiritismo em sua mais simples Expressão” e “Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas”.

Em resumo, esses opúsculos tiveram o objetivo de fornecer aos interessados alguns dos conceitos fundamentais do Espiritismo, de forma compacta, de leitura simples e objetiva.


- O Principiante Espírita  (parte da obra “O que é o Espiritismo”)

Este livro, publicado pela Editora Pensamento, é uma reprodução parcial (capítulos II e III) da obra “O que é o Espiritismo”. Seu conteúdo, portanto, já se acha integralmente contido nesta última obra, no que se refere aos textos de Allan Kardec (vide sinopse da obra “O que é o Espiritismo”). Não obstante a importância do esclarecimento, nenhuma informação é fornecida pela editora nesse sentido.

Como texto adicional, a obra contém uma biografia de Allan Kardec, elaborada por Júlio Abreu Filho.


- O que é o Espiritismo

Esta obra encerra, de forma compacta, uma introdução aos conceitos do Espiritismo e ao conhecimento do mundo invisível, um resumo da Doutrina Espírita, além de esclarecimentos em relação às principais dúvidas e objeções mais comuns que se levantam em relação à Doutrina Espírita.

Divide-se em 3 capítulos: o primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um céptico e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores; o segundo capítulo expõe partes da ciência prática e experimental, caracterizando-se como um resumo de “O Livro dos Médiuns”; no terceiro capítulo é publicado o resumo de “O Livro dos Espíritos”, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica, moral e filosófica.
O volume inclui também a biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse.


- Obras Póstumas

Obra publicada após a desencarnação de Allan Kardec, apresenta, inicialmente, uma  biografia do Codificador, seguida do discurso pronunciado por Camille Flammarion junto ao túmulo de Kardec quando do sepultamento do seu corpo físico.

Reunindo importantes registros deixados por Allan Kardec, acerca de pontos doutrinários e fundamentais do Espiritismo, divide-se este trabalho em duas grandes partes: a primeira aborda assuntos como: caráter e consequências religiosas das manifestações dos Espíritos, as cinco alternativas da Humanidade, questões e problemas, as expiações coletivas, liberdade, igualdade e fraternidade, música espírita, a morte espiritual, a vida futura; a segunda parte inclui apontamentos em torno da iniciação espírita e o roteiro missionário de Kardec, assim como uma “exposição de motivos”, apresentada na “Constituição do Espiritismo”, como precioso legado do mestre lionês às sociedades espíritas do futuro.


- Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas

Vide “O Espiritismo em sua mais simples Expressão”.


- Revista Espírita (doze volumes anuais – 1858 a 1869)

Periódico mensal, a “Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos” foi publicada, sob a responsabilidade direta de Allan Kardec, no período de janeiro de 1858 a março de 1869, ano de sua desencarnação, passando, a partir de então, a ser administrada pelos seus continuadores até os nossos dias. Os exemplares referentes aos anos de 1858 a 1869 foram editados em língua portuguesa, agrupados em doze volumes anuais.

Esta importante revista foi utilizada por Allan Kardec como uma espécie de tribuna livre, na qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou mal compreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação, através do critério da concordância e da universalidade do ensino dos Espíritos.

Inúmeros capítulos dos livros básicos da Codificação, na íntegra ou com pequenas modificações, vieram à luz por meio da “Revista Espírita”. Através de suas páginas admiráveis desfilam os assuntos mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da mais pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a sorte futura reservada aos que praticam e aos que não praticam o bem, a justiça da reencarnação, a bondade e a misericórdia divinas, enfim, os princípios fundamentais em que se assenta o Espiritismo.


- Viagem Espírita em 1862

Esta obra é o relato da viagem realizada pelo Codificador no ano de 1862, que o levou a mais de vinte cidades, nas quais presidiu aproximadamente 50 reuniões organizadas pelas entidades espíritas das localidades visitadas.

Para Kardec essa viagem teve a finalidade de avaliar a situação em que se encontrava a Doutrina Espírita e levar ao conhecimento geral as orientações necessárias aos organizadores dos diferentes Centros.

Nos três discursos pronunciados por Kardec, em Lyon e Bordeaux, foram feitas valiosas considerações sobre a conduta dos espíritas, as atividades dos grupos e importantes temas que envolvem os adeptos.
O Codificador oferece também instruções particulares aos grupos em resposta a diversas questões propostas e, por fim, um Projeto de Regulamento para o uso de grupos e pequenas Sociedades Espíritas.