segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Amigos são poemas (Leticia Thompson)





Amigos são poemas (© Letícia Thompson)


Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.

Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.

Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.

Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo sendo separado por mil mares, é alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver.

Um amigo nem sempre diz sim quando dizemos sim e não quando dizemos não, mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos.

Um amigo é um bem precioso que devemos não deixar guardado numa caixinha de jóias para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.




O que contamina o homem - XXVII



O que Contamina o Homem - XXVII


Tenha cuidado com o destempero de suas palavras. Uma frase dita com ressentimento pode destruir.

Pense duas vezes antes de proferi-la. O desequilíbrio de nossas palavras pode provocar verdadeiras tragédias que mais cedo ou mais tarde voltar-se-ão contra nós mesmos.

Se estamos ressentidos, magoados ou aborrecidos com alguém, tenhamos prudência de silenciarmos nosso desequilíbrio interno. Se não estamos em condições de harmonizar-nos internamente, tenhamos o controle do silêncio. Calar diante de um ataque denota sabedoria.

Alexandre Dumas gostava de dizer: “que para cada mal há dois remédios: o tempo e o silêncio.”

Se soubermos silenciar no momento certo, talvez amanhã nosso ressentimento estará superado.

Emmanuel nos aconselha a colocar um pouco de água na boca e não engoli-la diante do adversário abusado. Quando estivermos a ponto de explodir diante de um antagonista, ao invés do revide, providenciemos imediatamente um pouco d’água conservando-a na boca.

O silêncio é uma grande força que podemos lançar mão quando estamos prestes a ofender e magoar as pessoas. É uma força interna que poucos sabem usar.

Se tivermos força suficiente para silenciarmos após iniciada uma discussão, sentiremos toda a grandeza de nossa ação.

O simbolismo de nascermos com dois ouvidos e apenas uma boca, nos diz da necessidade de ouvirmos mais e falarmos menos. Diz a sabedoria popular que se a “palavra é de prata, o silêncio é de ouro.” Nesta afirmação está contida a sabedoria de milênios da evolução humana. Faça dela seu lema de vida.

Jesus também assim nos ensinou: “Ouvi e entendei: Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mt 15:10-11)


Cãozinho Jack Russel




domingo, 14 de agosto de 2011

Perdão para Nós Mesmos - XXIV



Perdão para Nós Mesmos - XXIV


Se se sente infeliz, remoendo faltas pretéritas pensando não serem elas, dignas do perdão de nosso Pai Celestial, é hora de começar a perdoar a si mesmo.

O Cristo nos concitou a amar ao próximo como a nós mesmos. Contudo o perdão, é sentimento nobre, que abre nosso coração, pois é possuidor da chave de nossa saúde física e mental.

No Evangelho, em Atos dos Apóstolos (7:30) está escrito: “Deus não leva em conta os tempos da ignorância”. O próprio direito penal dos homens classifica e penaliza os crimes dentro dos padrões intencionais ou doloso, passional ou ocasional. se assim age a justiça dos homens, por que pensar que o Poder Inteligente que nos rege, julgar-nos-á sem levar em conta nosso tempo de ignorância? Somos muito mais ignorantes do que maus, pois se não fora isto, Jesus ao expirar crucificado entre dois ladrões, não teria suplicado: “Pai perdoai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

Se todos tivéssemos a certeza de que tudo que semeamos tivessemos forçosamente que colher, nossas faltas seriam menores, tão quanto nossos sofrimentos.

Se vivemos num planeta de dor, de provas e expiações é devido à nossa ignorância sobre as leis sábias e divinas que nos regem.

Mudemos nossas vidas e tudo mudará ao nosso redor.

O que importa é nossa atitude sincera de arrependimento, de querer mudar de rumo, esquecendo nosso passado e seguindo à frente, rumo à nossa evolução.

Tenhamos fé na misericórdia divina, e reafirmemos dentro de nosso íntimo:

“eu perdôo, e me liberto de todo o meu passado sombrio”.

A perfeição absoluta não é própria de um planeta de provas e expiações como o nosso, aliás a exigência da perfeição é considerada uma das piores inimigas da criatura humana.

Em Salmos (8:11), encontramos: “Tu és bom, Senhor, e perdoas”.

A desestima a nós próprios, nasce quando não nos aceitamos como somos. Admitir e aceitar os outros como eles são, nos permite que eles nos admitem e nos aceitem como somos.

É, portanto, na prática e no esforço do perdão para nossos inimigos é que estamos rogando o perdão para nós mesmos.


Dar sem Humilhar XII (Sergito de Souza Cavalcanti)



Dar sem Humilhar XII (Sergito de Souza Cavalcanti)


Esteja sempre pronto a amparar e socorrer a todos que cruzarem seu caminho. Você não sabe o futuro que lhe espera e pode ser que um dia necessite também de uma mão amiga para lhe socorrer.

Seja sempre misericordioso e não se esqueça que na terra de uma maneira ou de outra, todos nós somos necessitados, e não há também quem não esteja em condições de ajudar.

Ajude pois, doando não apenas o pão, a moeda, a vestimenta, mas também, o sorriso amigo, a palavra, o abraço ou até mesmo um bom pensamento.

Esteja sempre receptivo a doar não apenas bens materiais, mas sobretudo, os do coração.

Nossa carência é mais de afeto do que de pão.

Jesus nos ensinou que: “É mais bem aventurado dar do que receber”, (At 20:35) e nos recomendou: “dar a quem nos pedir.” (Mt 5:42)

Tenha cuidado com a maneira que doa para não humilhar a quem recebe. A esmola pode ter em seu bojo algo que deprime o pedinte.

Muitas vezes ao propagarmos um benefício concedido a um irmão carente, estamos envergonhando-o e diminuindo-o.

Embora os cristãos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos.

Não alardeie o benefício que conceder a seu irmão, pois se assim o proceder, não deverá esperar nada de Deus. Com efeito, aquele que procura a sua glorificação na terra pelo bem que fez, já pagou a si mesmo.

“Ao dares esmola ignore a tua mão esquerda o que faz a direita.” (Mt 6:3)

A verdadeira beneficência é modesta e branda; socorre sem humilhar e ampara sem ferir a dignidade de quem recebe.

Beneficie seu irmão, mas nunca deixe vestígios que possam ostentar sua caridade.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Solidão (Chico Buarque)



"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida… isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."


(Francisco Buarque de Holanda)

Fonte: http://www.institutohypnos.org.br/novo/?p=1575

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conhece a Ti Mesmo - LIII



Conhece a Ti Mesmo - LIII

Entendamos de uma vez por todas que para que possamos melhorar, temos que conhecer melhor a nós mesmos. Uma das frases que notabilizou o grande Sócrates foi: "Conhece-te a ti mesmo".

O conhecimento sobre nós mesmos é fator importante para nosso crescimento interior.

A grande missão de Jesus foi sem dúvida, ajudar nosso progresso moral e a estar em paz conosco e com nossos semelhantes.

Entretanto, para que possamos melhorar, é indispensável nos conhecermos e sabermos que esta é uma tarefa difícil que requer sabedoria e esforço.

Precisamos constantemente nos analisar melhor, procurando saber quais são nossas virtudes e quais são nossos defeitos, quais são nossas possibilidades e limitações e o que deve e o que não deve ser mudado.

Com o próximo, através das relações humanas, aprendemos a identificar nossas reações de comportamento e a discipliná-las.

A maior dificuldade que temos em nos conhecer, advém do nosso egoísmo, pois normalmente preferimos um elogio falso a uma crítica construtiva. Nossa tendência é de assumirmos o que é bom e atribuirmos aos outros o que é ruim.

Fazemos muita questão em julgar e apontar erros do próximo, mas não temos coragem de julgar a nós mesmos.

Allan Kardec na pergunta de número 919 em O Livro dos Espíritos, indaga, qual o meio mais correto de se conhecer, a si próprio, e o espírito Santo Agostinho nos ensina: - "Fazei o que eu fazia quando vivi na terra: ao fim de cada dia interrogava a minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever e se alguém não teria motivo para se queixar de mim.

Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma."

Habituemos a fazer perguntas claras e precisas à nossa consciência e seguir Jesus de Nazaré, que aconselhou: "Amar ao próximo como a nós mesmo e fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem".