quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Isso também passa... (Chico Xavier)




Certo dia um homem percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de Chico Xavier:


"Isso também passa"


Com a curiosidade de cada ser humano resolveu perguntar:
Chico o que significa essa frase?
E o Mestre sem titubiar lhe responde:
A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não.
Mas tudo significa aprendizado.
Recebi essa mensagem de um Anjo protetor num desses momentos de dor onde quase perdi a Fé.

Essa frase é para que todos os dias antes de me levantar e de me deitar possa ler e refletir, para que quando tiver um problema, antes de me lamentar eu possa me lembrar que:


"Isso também passa"


e para que quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois:


"Isso também passa"


Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias.

Praticar a paciência, perseverar no bem e nas boas ações ter simplicidade, fé e pensamentos positivos mesmo diante das mais difíceis situações é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado.

É ter a consciência de que todas as pessoas erram,de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição, e por isso até saber que se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas, é porque esperamos mais do que estão preparadas para dar, dentro do seu contexto e grau de compreensão.

Deste modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase,meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que:


"Isso também passa"


(Chico Xavier)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os Caminhos da Dor




"Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável. Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos. Outras vezes é a doença que se instala. Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida e dos caminhos que percorremos.

Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam. Não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento. Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem os mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós.

É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria seus filhos. Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar. Sempre que surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma. Não se trata de fazer apologia à dor, tampouco de buscá-la a todo custo. Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.

Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo. Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada do aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar. Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças. As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente.

A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração."

Fonte: Momento Espírita

Suficiente domínio sobre si mesmo (Confúcio)




"Ter suficiente domínio sobre si mesmo para julgar os outros em comparação consigo e agir em relação a eles como nós quereríamos que eles agissem para conosco é o que se pode chamar a doutrina da humanidade; nada há mais para além disso.
Se não se tem um coração misericordioso e compassivo, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da vergonha e da aversão, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da abnegação e da cortesia, não se é um homem; se não se tem o sentimento da verdade e do falso ou do justo e do injusto, não se é um homem. Um coração misericordioso e compassivo é o princípio da humanidade; o sentimento da vergonha e da aversão é o princípio da equidade e da justiça; o sentimento da abnegação e da cortesia é o princípio do convívio social; o sentimento do verdadeiro e do falso ou do justo e injusto é o princípio da sabedoria. Os homens têm estes quatro princípios, do mesmo modo que têm quatro membros."

Confúcio - em "A Sabedoria de Confúcio"

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Sal




O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre
- Não disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."

(Autor Desconhecido)

domingo, 20 de setembro de 2009

Comece hoje mesmo (Chico Xavier)




Meu amigo, se a dor lhe bate à porta, lembre-se dos benefícios de que é portador e não desfaleça.

A Bondade Divina não articula pensamentos para o mal.

A ferida que dilacera ou o desgosto que perturba, temporariamente, costuma encerrar incalculáveis recursos de elevação.

Tenha paciência e não esmoreça no bem.

Se a desorientação lhe entrava os passos, use a prece. A oração realiza milagres.

Se possível, reúna aqueles que você ama, dentro da mesma vibração de confiança no culto do Pai Celestial.

Se está doente e desalentado, peça a bênção do Senhor para o copo de água fria que lhe atende à sede, porque da Fonte Divina fluem substâncias de paz e restauração para quantos lhe pedem socorro ao sublime poder.

Se você permanece em desespero, não permita que a sua desventura culmine em gestos de suprema revolta.

Espere mais tempo, antes de qualquer resolução inapelável e injusta.

Amanhã, o dia renascerá transformado.

As circunstâncias se modificam, de minuto a minuto, e os reveses de agora serão alegrias no porvir.

Teça, com serenidade, a sua auréola de ventura porvindoura, aproveitando os ensinamentos que a dor lhe trouxe ao coração.

Não tema as dificuldades e prossiga com Jesus para a frente.

Busque a presença do Divino Amigo, em seus pensamentos e, na própria luta, encontrará infinitos motivos de reconforto e beleza, bom ânimo e paz.

Inicie o abençoado serviço da oração, hoje mesmo, e amanhã, provavelmente, você começará a rejubilar-se na colheita de luz.


Espírito Agar, Médium: Francisco Cândido Xavier - Do livro: Nosso Livro.

Amigos são flores




Amigos são flores plantadas ao longo do nosso caminho para que saibamos encontrar primavera o ano todo.

E quando o outono chega cheio de beleza e melancolia, os amigos estão presentes nos trazendo alegria; e quando o inverno vem frio e escuro, trazendo saudades e noites longas, os amigos nos trazem calor e luz com o brilho da sua presença.

E essas flores belas perfumam nossa existência e tomamos consciência de que não estamos sozinhos.

Se amigos são flores que duram um ano ou um dia não faz diferença, porque o importante são as marcas que deixam nas nossas vidas.

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Casamento é um Estado de Espírito (Martha Medeiros)




Pra começar, casamento não deveria ser um divisor de águas na vida de uma pessoa, com uma data escolhida para separar definitivamente o antes do depois.

Em vez de decidir casar, deveríamos permitir que o casamento acontecesse espontaneamente, sem que a gente nem percebesse. Comigo, sortuda que sou, aconteceu assim. Estávamos juntos havia um tempão e cada um morava no seu apartamento. Aos poucos, a cumplicidade foi aumentando, nossas roupas e discos começaram a se misturar, já não queríamos dormir separados. Não fazíamos muitos planos para o futuro, curtíamos a companhia um do outro serenamente, sem pactos nem juras de amor eterno, até que um belo dia nos demos conta de que já estávamos casados, casadíssimos, a questão era oficializar ou não. Oficializamos, assinamos os papéis, e o que mudou a partir daí? Nada. Qual é a data do nosso casamento? 13 de janeiro, 30 de março, 23 de outubro, 8 de dezembro... escolha você. Em cada dia dos nossos quatro anos de namoro a gente casou um pouquinho. O que equivale a dizer que começamos a casar no dia em que nos conhecemos: não foi um crime premeditado.

Casamento é grude? Só se o casal ambiciona o ódio mútuo. Casamento é a união de duas pessoas que têm afinidades, que gostam muito de conversar uma com a outra, de transar uma com a outra e que resolvem morar juntas porque é mais econômico e porque facilita na hora de ter filhos, que é uma aventura deliciosa a ser compartilhada. Se ambos estiverem de acordo quanto a isso, aceitarão com naturalidade que cada um tenha os próprios amigos, os próprios passatempos, suas viagens, seu trabalho, enfim, que sejam donos de uma vida individualizada e inteira, e não mutilada. Leva-se um tempo até descobrir que esse é um arranjo que funciona. Pena que, antes que o casal amadureça e chegue a esse ponto, muitos desistem por puro apego às convenções.

Você deve estar pensando: muito bem, e agora? Ela vai continuar enrolando ou vai tocar naquele ponto nevrálgico que implode a maioria das relações? Não, ela não vai continuar enrolando. É hora de falar na dolorosa. A questão da fidelidade.

Se Jennifer Aniston continuar casada com Brad Pitt por mais dez anos, até ela, com aquele monumento em casa, vai começar a bocejar e a olhar impaciente pela janela. Não porque Brad Pitt tenha dentes feios e espinhas no rosto (foi o Rubens Ewald que disse isso; pra mim Brad segue perfeito). A razão será outra: amor e sexo não são da mesma família. O amor é de família nobre e tradicional, enquanto o sexo vem da periferia e é chegado numa promiscuidade. Nem os sentimentos mais elevados por nosso parceiro conseguem evitar que tenhamos desejos secretos e fora de hora. Desejar é humano, meritíssimo, não nos condene. Estranho seria se a gente não tivesse nenhuma fantasia, nenhuma excitação pelo que acontece do lado de fora da cela.

Homens sentem vontade de transar com outras mulheres, e mulheres sentem vontade de transar com outros homens pelas mais diversas razões: para testar seu poder de sedução, para dar um up na auto-estima, para recuperar a adolescência perdida ou porque se apaixonaram por outra pessoa inadvertidamente - arrisco até a dizer: inocentemente. Ninguém tem controle absoluto sobre si mesmo, pode acontecer com qualquer um. E aí, como se resolve?

Quem é temente a Deus reprime. Quem é temente aos olhos dos vizinhos reprime. Quem é temente a si mesmo, reprime. Mas quem não quer passar o resto da vida privando-se de sonhar, de se encantar, de namorar outra vez encara e assume os riscos, que não são poucos. Muitos acabam se separando, mesmo tendo um casamento que era satisfatório. No entanto, a tal "pulada de cerca" às vezes não gera maiores conflitos internos, é apenas uma necessidade paralela.

Não é assunto fácil, tampouco é novo. É um problema antigo e cabeludo. Envolve religião e seu subproduto: culpa. Sentimos culpa por tudo. Culpa por sermos avançadas demais, medrosas demais, galinhas demais, santinhas demais. Culpa pela nossa libido, pelas nossas fraquezas, pela nossa coragem. Culpa por estarmos mentindo, omitindo, enganando. Por ter permitido que o casamento chegasse a esse ponto de fragilidade - ou de segurança extrema, acreditando que tudo será perdoado e compreendido.

Casamento é um compromisso sério, mas não deveria significar prisão, submissão, anulação, obediência e tudo mais que caracteriza uma relação tirânica. Casamento deve significar amizade, sexo, respeito, diversão e companhia. Casamento tem que ser alegre, tem que ter sintonia, liberdade e muito jogo de cintura. Casamento não é brincadeira de criança, mas tem que ser leve, e é imprescindível que haja maturidade e - atenção - inteligência! A burrice é inimiga das relações, ela é que permite o surgimento de mesquinharias, preconceitos, implicâncias e ciúmes doentios. Casamento tem que ser aberto, não necessariamente no sentido sexual - isso é negociado caso a caso -, mas aberto para a renovação, para a conversa franca, para as necessidades de cada um, para a intimidade que vai além dos corpos, intimidade de almas, intimidade que permite a gente enxergar o outro, aceitar o outro e viver de maneira menos repetitiva e convencional. Cada casamento exige uma fórmula própria, cada casal inventa a sua, mas de uma coisa não se pode prescindir: da flexibilidade.

Parece facílimo, mas é um Deus-nos-acuda. De tudo o que foi dito, a única conclusão a que chego é que os casamentos seguirão desmoronando se não houver uma compreensão do assunto que ultrapasse o romantismo. Amor é fundamental, mas não basta. É preciso um não-sei-quê que a gente não explica, mas sente. Algo que está no ar, no olhar, e que dispensa racionalizações.


Martha Medeiros

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Caminho da Unidade (Robert Happé)











O filósofo Robert Happé, autor do livro “Consciência é a Resposta” (São Paulo: Talento, 1997), nasceu na Holanda. Estudou religiões e filosofias e dedicou-se a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas: Índia, Tibet, Camboja e Taiwan. Sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. Trabalhou em várias universidades e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em todos os continentes. Seu trabalho é independente, estando totalmente desvinculado de seitas, cultos e organizações religiosas.

Happé, um ser humano totalmente desperto, traduz nas suas mensagens, com excepcional lucidez e simplicidade, o verdadeiro espírito da Unidade. Veja a seguir trechos de numa de suas notáveis entrevistas:


“... Quando você me pergunta sobre a razão de vivermos aqui nesse planeta, o que estamos fazendo e por que há tanto caos; eu devo dizer que a vida é uma jornada, uma jornada para descobrir quem você é. Quando você chega naquela encruzilhada em que descobre quem você é, então você chega à paz. Uma vez que você esteja em paz, você pode criar de acordo com sua consciência criativa. Isso tem sido muito difícil, nós temos tentado por milhares e milhares de anos criar um mundo que seja próspero onde reconhecemos uns aos outros como divinos e iguais, e compartilhamos e cooperamos - mas nunca fomos capazes de fazer isso. E por que? Eu tenho feito a mim mesmo esta pergunta. Por que todas essas diversas culturas são tão extremamente diferentes?. E quando você as estuda, e eu estudei bastante, viajei pelo mundo inteiro, especialmente no Extremo Oriente, na Europa e também aqui na América do Sul - eu percebi que todas as pessoas são iguais. Todas elas querem amar e serem amadas, mas isso não é o que está acontecendo. Apesar de todos nós querermos ser amados, de alguma forma é difícil para as pessoas amarem umas às outras e serem honestas umas com as outras, e trocar coisas de uma forma honesta. As pessoas organizaram nosso sistema de tal maneira que todos querem ter lucro, e muito lucro, o máximo possível - é um tipo de doença.

Dois mil anos atrás, nós tivemos um grande homem, chamado Jesus, que expulsou os cambistas para fora do templo e disse: [... Estes são os piores dos piores, nunca deixem eles entrarem novamente, porque eles vão destruir o mundo...]. E então temos aqui todos esses banqueiros e agora tudo é sobre a economia, todo mundo tem que lucrar e todo mundo está correndo de um lado para outro, passando doze horas por dia no trabalho, todo dia, para pagar as contas, esperando que tenham trabalho suficiente para fazer isso. O mundo ficou louco, e ninguém respeita mais ninguém - mas todo mundo usa todo mundo para conseguir o dinheiro necessário para pagar quaisquer contas que tenha que pagar. A situação ficou triste, o amor foi totalmente esquecido. E isso é por causa do nosso sistema. Nosso sistema agora passou do dogma religioso para o dogma econômico, em que todos têm que pagar um pouco mais para aqueles que controlam a economia. E isso vai piorar, você pode ver guerras acontecendo. Os governos não reconhecem a luz ou o amor em ninguém, e matam milhares de pessoas apenas para colocar suas mãos nos recursos de outros países. E a humanidade não parece fazer objeção. Eles sabem que isso é errado, mas não sabem como se expressar, porque, para quem você vai reclamar?. Nós chegamos agora em um período da nossa evolução em que as pessoas começam a ficar conscientes do que precisa ser mudado na nossa consciência para que tenhamos um mundo melhor. E a solução não é remover pessoas de posições de poder não; é mostrar uma nova face, mostrar uma face mais amorosa - não de medo, mas de amor - e esse é todo o objetivo do nosso aprendizado. Quando você vem para o Planeta Terra, você vem de um mundo que está unido, cheio de amor e deste ponto você vai para um mundo inferior que é nosso mundo, tridimensional - que é um mundo de dualidade, Então, tudo que costumava ser UM é separado em positivo e negativo, masculino e feminino - e esses dois precisam se unir, mas nunca aprendemos isso, nunca aprendemos nas nossas religiões que o masculino e o feminino precisam se unir para ficar conscientes. Na verdade nos deixaram com medo e disseram: [... Não, o Divino, ou Deus, está lá fora e você precisa adorá-lo e precisa ter esperança que Ele o abençoará...]. Esse é um ensinamento falso, Deus não está somente fora, essa é apenas metade da verdade - Deus está também dentro de nós, somos todos seres divinos. Mas o problema com o nosso aprendizado é que precisamos entender que a natureza animal e a natureza divina, que estão separadas, precisam ser unidas.

Então, é o animal em nós que é medroso, que está sempre lutando para conseguir mais - e é o divino em nós que é capaz de cooperar e ser amoroso. O trabalho para cada ser humano é unir essas duas energias dentro de nós. A parte masculina que é a mente, e a parte feminina, que é mais o coração - esses dois precisam funcionar em harmonia. A intuição que é a energia do amor e compreensão está guiando a mente para fazer a coisa certa. Se acreditássemos em nós mesmos, imediatamente faríamos a coisa certa.; mas não acreditamos em nós mesmos, acreditamos em Deus em algum lugar lá fora, que Deus fará isso por nós, que Ele nos abençoará. Mas Deus não vai fazer nada disso, porque Ele já está dentro de você. Estamos agora realmente no ponto em que precisamos tomar novas decisões. Temos que perdoar o passado, não vamos acusar ninguém - mas precisamos respirar profundamente e dizer: [Como quero viver minha vida? Quero viver com o medo que é projetado em mim por todos os líderes do mundo inteiro que estão nos manipulando e controlando? Ou vou ignorar isso e apenas fazer o que o meu coração sente que é a coisa certa para se fazer?], então você verá que será amigável com todo mundo. Um sorriso é como uma ondulação, quando você vê alguém sorrir você se sente elevado - isso é um serviço. E é assim que o nosso sistema deveria ser, orientado ao servir - onde você serve aos outros com a informação certa para que as pessoas se tornem quem elas devem ser. Todos nós estamos aprendendo, não importa em que cultura estejamos vivendo, todos estamos aqui para aprender as lições da integração. Quando você aprende a unir o oposto com você mesmo, você é luz, e a luz atrai experiência, que são suas experiências do cotidiano; e é isso que você precisa amar. Se você não pode amar porque tem todo o tipo de opiniões sobre outras pessoas ou certas situações, não vai amá-las porque está tão cheio de opiniões que está sempre julgando, sempre apontando o dedo, esquecendo-se que há sempre outros três dedos apontando de volta para você - mas as pessoas não enxergam isso vêem apenas um único dedo apontando para frente. O jogo não é mais julgar, o jogo é amar. O jogo é não ter medo, mas acreditar em si mesmo - e como você mesmo, expressar sua luz e expressar seu amor. Essa é a experiência humana...”.


Referência: http://www.roberthappe.net


YouTube

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=3pH2TdAt1t8
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=x-jzP0nsZEY
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=k687Qt6l50o
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=acvi-LExFcA

sábado, 12 de setembro de 2009

Será que o mal existe?




Alemanha
Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim...

…desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu valentemente:
Sim, Ele criou…

Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: professor, o frio existe?
Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:" De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objecto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"

E, existe a escuridão?
Continuou o estudante.
O professor respondeu: Existe.

O estudante respondeu:
Novamente comete um erro, senhor,
a escuridão também não existe.
A escuridão na realidade é a ausência de luz.

“A luz pode-se estudar,
a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols
para decompor a luz branca nas
várias cores de que está composta,
com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!

Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
Senhor, o mal existe?

O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.

E o estudante respondeu:
O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.

Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado…

Imediatamente o diretor
dirigiu-se àquele jovem e perguntou
qual era seu nome?

E ele respondeu:
Será que o mal existe?

Alemanha
Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim...

…desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu valentemente:
Sim, Ele criou…

Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: professor, o frio existe?
Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:" De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objecto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"

E, existe a escuridão?
Continuou o estudante.
O professor respondeu: Existe.

O estudante respondeu:
Novamente comete um erro, senhor,
a escuridão também não existe.
A escuridão na realidade é a ausência de luz.

“A luz pode-se estudar,
a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols
para decompor a luz branca nas
várias cores de que está composta,
com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!

Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
Senhor, o mal existe?

O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.

E o estudante respondeu:
O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.

Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado…

Imediatamente o diretor
dirigiu-se àquele jovem e perguntou
qual era seu nome?

E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN.

(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Medo




Exaltar o medo é uma boa maneira de fazer com que uma população fique estressada. O sensacionalismo, por sua natureza, é um jogo psicológico!

Cientistas que examinam as reações da massa craniana ao medo... descobrem que partes do cérebro vibram
sob estresse. Pesquisadores conduzem experiências sobre o medo para tentar prever quem vai fraquejar em uma crise, e quem vai crescer.

Os seres humanos não são racionais, eles oscilam entre dois sistemas diferentes: o intuitivo e o analítico. O sistema intuitivo é automático, rápido, emocional, e muito influenciado por experiências e imagens. O sistema analítico é lógico, pensativo, vagaroso e pragmático.

O sistema intuitivo é hábil, tem a velocidade de um relâmpago. Nós todos cometemos erros ao calcular um risco.
Risco = probabilidade x consequência
O medo representa todos os nossos traumas evolutivos. É uma soma de variados fatores e tem uma equação própria! Cada fator pode aumentar ou reduzir a sensação de medo, dependendo da situação.

Por que temos muito mais medo de acidentes aéreos do que de desastres com carro? Os aviões não estão sobre o nosso controle. Não ficamos confortáveis a seis mil metros de altura!

Com certeza tivemos uma pequenina fração de experiência evolutiva nessa altura. Poderíamos nos sentir melhor voando se aprendêssemos os mecanismos da aviação com nossos pais. As pessoas que viajam de carro devido ao medo de voar não estão na realidade atrás de segurança física. Elas estão buscando segurança emocional.

Não é fácil deixar o medo de lado, mas é possível. Às vezes o medo nos faz fraquejar, tornando a vida oprimida e doentia. Outras ocasiões, a sabedoria de eras passadas surge na nossa cabeça para nos desafiar.

A reação humana ao medo é muito parecida com a reação ao medo que os demais animais têm. A primeira regra do medo: ele é primitivo.

Nossos cabelos ficam arrepiados,
Eriçamento das penas em pássaros,
Extensão das nadadeiras em peixes,
Eriçar dos pelos nos cães ou gatos.

Essas reações se firmaram através de bilhões de anos de evolução. Alguns reflexos do medo não podem ser inteiramente suprimidos. A reação de susto é algo que possuímos desde o útero.

Quanto maior o tempo que tivermos para reagir a uma ameaça, mais oportunidades teremos para recrutar as capacidades complexas do cérebro. Podemos compensar nossas fraquezas. É o cérebro quem deve resolver o que vai priorizar e o que vai abandonar. Ganhamos determinados poderes ao mesmo tempo em que perdemos outros.

Por que o tempo parece ir mais devagar em momento de terror? O que está acontecendo com o cérebro?
A distorção do tempo é muito comum - taquipsia (grego) - velocidade da mente. Ele está ocupado tentando calcular o que fazer.

Poderíamos transformar nosso cérebro em uma máquina de precisão. E saber que capacidades ressaltar ou eliminar exatamente no momento certo, em vez de ficarmos cegos de medo. Quanto mais preparado estiver, mais vai se sentir no controle, e menos medo vai aparecer. O medo pode ser controlado. É fácil treinar para qualquer tipo de ameaça.

Os hormônios do estresse são como drogas alucinógenas. O estresse nos faz funcionar melhor; mas em excesso começa a produzir resultados cada vez piores. As pessoas têm melhor desempenho quando seus batimentos cardíacos estão entre 115 e 145 por minuto.

Os batimentos cardíacos de pessoas estressadas em situações extremas podem chegar rapidinho a 200 batimentos cardíacos por minuto. Um nível estratosférico que é difícil controlar. Acima dos 145 batimentos por minutos os movimentos da maioria das pessoas tornam-se simétricos. O que uma mão fizer, a outra também faz.

Ao diminuir conscientemente o ritmo da respiração conseguimos reduzir a reação primitiva do medo que de outro modo assumiria o controle. A respiração é uma das poucas ações que residem tanto no sistema nervoso somático (conseguimos controlar) quanto no sistema autônomo (não temos fácil acesso).

Uma forma de controlar a reação básica do medo é através da respiração 4:4:4:4
Conte até 4 inspirando
Segure e conte mais 4
Expire contando até 4
Segure o vazio contando 4
E comece tudo de novo.

Como pode uma coisa tão simples ser tão eficaz?
O riso como a respiração, também reduz o nível da excitação emocional e baixa o estresse!

O cérebro literalmente muda em funcionamento ao longo da nossa vida.

Nós somos uma magnífica estrutura em desenvolvimento!

Texto: rose.acaciana@gmail.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Paciência




Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais "... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar... Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você?
Onde você quer chegar?

Está correndo tanto para quê?

Por quem?

Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

(Autor Desconhecido)

"Não somos seres humanos numa jornada espiritual, mas seres espirituais numa jornada humana."