quarta-feira, 29 de junho de 2011

Reconhecimento e Gratidão



Fonte da figura e do texto: http://compromissodefidelidade.blogspot.com/2011/02/gratidao-de-um-animal.html

Um olhar que diz tudo. O abandono, o desespero e toda a gratidão de um pequeno cão acabado de ser salvo, perante o seu salvador.

A foto foi tirada por um voluntário, que esteve na ajuda às vítimas das enchentes em Teresópolis, RJ.

Como é possível um simples e assustado olhar de um animal, conseguir dizer tanto?

Reconhecimento e Gratidão (Aivanhov)



"O reconhecimento e a gratidão são forças que desintoxicam o organismo, neutralizam os venenos, renovam os materiais.

Então, aprendam a agradecer!

Todos os dias, mais de uma vez por dia, repitam:
' Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado...'.

Porque os seres humanos são tão ingratos?

Ingratos para com o Criador, ingratos para com toda a natureza, ingratos uns para com os outros...

Eles só se lembram do que lhes faltou ou lhes desagradou na sua vida cotidiana, então, não veem os diversos motivos que teriam para agradecer.

Mas é assim: existem infinitas razões para agradecer.

O discípulo que quer avançar no caminho da evolução, deve aprender a ser reconhecido, pois é graças a ele que, um dia, obterá a chave para a transformação da matéria.

Procurem compreender bem isso: se souberem agradecer, a natureza dos elementos que entram na composição da sua matéria será diferente, mais sensível, mais sutil, mais resistente, e sentirão que os seus órgãos psíquicos e físicos farão um trabalho melhor."


Autoria: Aivanhov

***

Fonte da figura: http://compromissodefidelidade.blogspot.com/2011/02/gratidao-de-um-animal.html

Um olhar que diz tudo. O abandono, o desespero e toda a gratidão de um pequeno cão acabado de ser salvo, perante o seu salvador.

A foto foi tirada por um voluntário, que esteve na ajuda às vítimas das enchentes em Teresópolis, RJ.

Como é possível um simples e assustado olhar de um animal, conseguir dizer tanto?

Mãe visita filho de criação na Prisão :)




E a Vida Continua (O Filme) Paulo Figueiredo






Paulo Figueiredo, ex-ator da Globo e atual contratado da Rede Record e Oceano Vieira de Mello apresentaram o avant-première, por primeira vez e em nível mundial, do mais novo filme Espirita, com lançamento no Brasil previsto para o primeiro semestre de 2011.

O filme já está pronto, estando em fase de edicao somente a parte de áudio.

Tendo Paulo Figueiredo como roteirista e diretor, o filme é uma adaptacao da obra de mesmo nome, de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, que é a ultima obra da série de Andre Luiz. Há seis anos que Paulo e equipe vêm trabalhando na realizacao deste sonho, que chega a termo com a efetiva participacao, inclusive financeira, da FEB - Federacao Espirita Brasileira.

Tem no elenco, entre outros, Lima Duarte e Ana Rosa.

Tivemos a oportunidade de assistir cerca de 10 minutos de cenas do filme.

E, ao final do evento, tivemos a honra de poder almoçar com Paulo Figueiredo, com quem conversamos por mais de uma hora, ocasiao em que ele abordou todo o trabalho que vem desenvolvendo na mídia a respeito do Espiritismo, como um quadro no Fantastico, radio-novelas na LBV (Há 200 anos e outras) e o filme ora em lançamento.

Quando o filme for lançado, após o circuito comercial, será lançado o DVD, dublado em 6 idiomas. O público internacional do evento foi à loucura ao anuncio desta informacao.

Durante o almoço, ele ainda nos disse que já estao em andamento as tratativas para a filmagem de SEXO E DESTINO, tambem baseado em obra de mesmo nome de Andre Luiz. Segundo ele, trata-se de obra bastante complexa de se fazer a adaptacao para o cinema, mas que tem certeza de que conseguirao fazer um bom trabalho.

Por ultimo, nao poderiamos deixar de falar sobre o ser humano fantastico que é Paulo Figueiredo. Embora uma estrela global, trata-se de pessoa de trato agradável, humilde, tímido quase, atencioso com todos. Adoramos ter conversado com ele.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Confia em Deus (Emmanuel | Chico Xavier)




Nunca percas a esperança, por pior a situação em que te vejas. E jamais condenes alguém que se haja embarafustado no labirinto da provação...

O momento mais áspero de um problema pode ser aquele em que se lhe descobre a solução. E, em casos numerosos, a pessoa que te parece mais censurável, no mais grave delito, será talvez aquela que menos culpa carregue na trama do mal que as sombras entreteceram.

Decerto haverá corrigenda para o erro nas trevas, pelos mecanismos da ordem, tanto quanto surgirá remédio para os enfermos pelos recursos da medicina.

Observa, no entanto, o poder misericordioso de Deus, nos menores distritos da Natureza.

A semente sufocada é a que te sustentará o celeiro.

A pedra colocada em disciplina é o agente que te assegura firmeza na construção.

Aflições e lágrimas são processos da vida, em que se te acrescentam as energias, a fim de que sigas a frente, na quitação dos compromissos esposados, para que se te iluminem os olhos, no preciso discernimento.

Nos dias difíceis de atravessar, levante-te para a vida, ergue a fronte, abraça o dever que as circunstâncias te deram e abençoa a existência em que a Providência Divina te situou.

Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe que te fira, a tribulação que te busque ou o sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e prossegue fiel as próprias obrigações, porque se todo o bem te parece perdido, na face da tarefa em que te encontras, guarda a certeza de que Deus está contigo, trabalhando no outro lado.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Alma e Coração. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

domingo, 26 de junho de 2011

Relações Homoafetivas (Reformador - Federação Espírita Brasileira)



Relações Homoafetivas (Reformador - Federação Espírita Brasileira)

Este artigo propõe-se a esboçar, sob a ótica espírita, alguns pontos básicos da intrigante questão, pertinente à Lei de Reprodução: a homossexualidade, ou homoafetividade, como se tem convencionado chamá-la no meio jurídico. 1 Não há a vã pretensão de esgotar o assunto nem de dar respostas prontas a todas as perguntas. O objetivo é despertar a reflexão e estimular o leitor a buscá-las por si mesmo.

Este tema ainda é um tabu em todo o mundo, porquanto a homossexualidade, embora seja tão antiga quanto o homem e exista inclusive no reino animal, é vista como um comportamento social contrário à natureza, talvez por ser algo fora dos padrões do que é considerado “normal”. Mas será que é isso mesmo? A pessoa, invariavelmente, é homossexual porque o deseja? Porque assim o escolheu? A homossexualidade, desde o final do século XX, deixou de ser considerada doença por organismos internacionais e pelo Conselho Federal de Psicologia, no Brasil. 2 De acordo com a legislação brasileira, o casamento – vínculo conjugal entre duas pessoas – só é possível entre homem e mulher. Entretanto, aumenta cada vez mais o número de pessoas do mesmo sexo que sustentam vida em comum e que ficam à margem da proteção legal. Em vista disso, o Poder Judiciário tem sido constantemente instado a resolver conflitos desse jaez, tais como os relativos a pedidos de adoção de crianças, questões sucessórias, alimentares, previdenciárias, entre outras.

À míngua de norma explícita que autorize tais uniões, os intérpretes buscam respaldo na Constituição Federal, por analogia à união estável entre homem e mulher e à família monoparental, que foram equiparadas, pelo constituinte, a entidades familiares. Tomam por base princípios constitucionais muito caros às democracias, entre eles o da dignidade da pessoa humana, o da liberdade e o da igualdade, para concluir que é possível a união estável entre pessoas de sexo idêntico, com todas as consequências jurídicas próprias dos institutos referidos. 3 O que há, ainda, é muita ignorância e preconceito no tocante à homossexualidade, cujas causas reais são praticamente desconhecidas dos especialistas encarnados.

Em virtude da visão fragmentária e reducionista que as ciências acadêmicas nutrem a respeito do ser humano, considerando como ente finito, e que, sob essa ótica, desapareceria para sempre da realidade após a morte física, muitos fenômenos psicológicos, sociais e biológicos, entre eles a homossexualidade, têm sido precariamente estudados e interpretados pelos estudiosos encarnados. A seu turno, a Doutrina Espírita oferece subsídios valiosos para auxiliar a compreensão de tais incógnitas, uma vez que analisa o ser humano sob o prisma holístico. 4 Isto é, investiga as causas do enigma, pois não se detém apenas no exame dos fatores físicos e psicológicos inerentes ao ser humano.

O seu estudo, por si só, constitui uma excelente terapêutica, visto que auxilia a libertação de muitos conflitos e encaminha as pessoas para a tomada de atitudes mais coerentes e seguras diante da vida. Os benfeitores do Alto, nas questões 200 e 201 de O Livro dos Espíritos (Ed. FEB), deixam claro que os Espíritos não têm sexo, como o entendemos, e que podem encarnar ora como homem, ora como mulher. E complementam – “há entre eles amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos”.

Portanto, as preferências sentimentais de pessoas por outras do mesmo gênero nem sempre implicam a existência de conúbio carnal ou o desvirtuamento e o abuso das faculdades genésicas, abuso esse que também ocorre, expressivamente, entre os indivíduos heterossexuais. Qualquer pessoa, independentemente de sua orientação sexual, jamais logrará realização, se se entregar aos excessos no campo da sexualidade. Nesses casos, o indivíduo sujeita-se a adquirir hábitos nocivos e a viciar-se nas aberrações da luxúria, essas, sim, contrárias às leis naturais, as quais convidarão o Espírito imortal a corrigi-las nas futuras encarnações.

– Por que sou assim? – frequentemente perguntam crianças e jovens de ambos os sexos, atormentados com a descoberta de suas tendências homossexuais, sem que tenham, conscientemente, escolhido esse caminho. Já os pais de homossexuais, alguns deles chocados com a orientação sexual de seus filhos, geralmente têm como primeira reação buscar uma explicação racional para a origem da homossexualidade. De acordo com o ensino dos Espíritos superiores, o sexo reside na mente, expressa-se no corpo espiritual (perispírito) 5 e, consequentemente, no corpo físico: [...] o instinto sexual não é apenas agente de reprodução entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente na permuta de raios psíquico-magnéticos, que lhes são necessários ao progresso. [...] ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças, sem escarnecer e desarmonizar a si mesmo. 6

Kardec também enfrentou esse assunto na Revista Espírita, onde esclareceu que as “anomalias aparentes” do caráter de certas pessoas se devem aos atavismos que o ser reencarnado traz de outras vidas. 7 Entretanto, essas características que as pessoas apresentam não as transformam, automaticamente, num homossexual. Outros Espíritos, com a finalidade de expiarem erros do passado ou exercerem tarefas de auxílio e/ou aprendizado, renascem em corpos incompatíveis com o seu psiquismo, pelo que, não raro, enfrentam severas rejeições de seus próprios familiares e são marginalizados pela sociedade, circunstâncias em que podem ser induzidos ao desvirtuamento e à viciação de suas sublimes faculdades reprodutoras.

O Espírito Emmanuel explica que muito dos enigmas da sexualidade se deve ao desconhecimento de nossa origem espiritual e biológica, está radicada nos seres inferiores da criação, de cujos instintos ainda não nos libertamos totalmente, bem assim ao desconhecimento da reencarnação e dos reflexos das experiências pretéritas. 8 Não nascemos prontos, e nosso processo evolutivo prossegue sem detença, ainda muito distante da almejada perfeição. Por isso, é apropriada a comparação simbólica do ser humano personalizado na figura do Centauro, monstro da mitologia, cujo corpo da cintura para cima se apresenta como homem e a outra metade como animal. Esmagadora maioria dos pais não tem condições psicológicas nem experiência para tratar de um assunto dessa envergadura, quando ele surge no seio familiar.

Além disso, os pais nem sempre encontram uma orientação psicológica segura para enfrentar a situação, em virtude da diretriz materialista de muitos especialistas, como já visto. Há casos de homossexuais que, devido ao desconhecimento espiritual de si mesmo e muitas vezes da própria orientação sexual, associado à cobrança sociocultural, experimentam momentos de intensos sofrimentos psíquicos, em virtude de suas emoções estarem nesse instante em processo de desequilíbrio. Dessa maneira, tornam-se solitários, com muitas dificuldades de relacionamento. É quando, diante das pressões sociais, principalmente da família, percebem-se em conflito oriundo da própria sexualidade, oportunidade em que podem vivenciar um quadro de ambivalência ou ambiguidade afetiva de ordem existencial, encapsulando-se em seus dramas. Nessas condições perturbadoras, é possível que desenvolvam ideações suicidas, com predomínio de tentativas de autocídio.

Para as famílias de homossexuais e para esses próprios, recomenda-se, entre outros, o livro de autoria da educadora e professora paulistana Edith Modesto. 9 Trata-se de obra utilíssima, uma vez que traz a experiência pessoal de uma mãe que arrostou o desafio de trabalhar seus sentimentos e os de seus familiares ante o desabrochamento da homossexualidade em um de seus sete filhos. 10

As teorias humanas reducionistas, que visualizam a criatura apenas como a expressão da matéria, têm que ser revistas urgentemente, para que semeemos um futuro melhor para a Humanidade, em consonância com as leis naturais ou divinas. A exclusão social é produto do egoísmo,que deve ser superada com os recursos modernos à disposição da sociedade.Falo não só da modernidade da revolução tecnológica proporcionada pelo conhecimento humano, em seus múltiplos aspectos, mas, sobretudo, do legado dos ensinos cristãos de amor ao próximo, que jamais será ultrapassado, pois está acima dos critérios transitórios do mundo.


Referências:
1 Informação acessada em 26/9/2010, no site .
2 Resolução CFP no 1/99.
3 Arts. 1o, caput, III; 5o, caput, I; e 226, §§ 3o e 4o, todos da Constituição Federal Brasileira.
4 Pela teoria holística, a criatura humana é considerada um todo indivisível e não pode ser explicada pelos seus distintos componentes, separadamente (físico, psicológico, moral, espiritual).
5 Perispírito é o envoltório semimaterial do Espírito, que tem como uma das funções básicas servir de intermediário entre este e o corpo físico.
6 XAVIER, Francisco C. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. 25. ed. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 18, itens Alimento espiritual, p. 183; e Enfermidades do instinto sexual, p. 185.
7 KARDEC, Allan. As mulheres têm alma? In: Revista espírita: jornal de estudos psicológicos, ano 9, p. 17, jan. 1866. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
8 XAVIER, Francisco C. Vida e sexo. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 21.
9 Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais. Editora Record. A obra toda.

Fonte: http://www.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=197

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ser chique sempre (Glória Kalil)


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas.

Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa de pedestre. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!


Glória Kalil

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Algumas Definições (André Luiz)





Benfeitor - é o que ajuda e passa.

Amigo - é o que ampara em silêncio.

Companheiro - é o que colabora sem constranger.

Renovador - é o que se renova para o bem.

Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico.

Esclarecido - é o que se conhece.

Corajoso - é o que nada teme de si mesmo.

Defensor - é o que coopera sem pertubar.

Eficiente - é o que age em benefício de todos.

Vencedor - é o que vence a si mesmo.


* * *


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

domingo, 19 de junho de 2011

Caridade (Emmanuel)




Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto - é o prato de sopa.
Para o triste - é a palavra consoladora.
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a crianca - é a proteção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.


* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1985.

A Grande Pergunta (Emmanuel)




E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)



Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.


* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 47. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

Aparências (André Luiz)




Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

*

Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

*

Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

*

Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

*

Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

*

Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

*

Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

*

Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

*

Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

*

Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

* * *


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

Acredite, você é capaz




terça-feira, 14 de junho de 2011

Capítulo III - Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, 1864)




CAPÍTULO III - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI



Diferentes estados da alma na erraticidade. - Diferentes categorias de mundos habitados. - Destinação da Terra. Causas das misérias terrenas. - Instruções dos Espíritos: Mundos superiores e mundos inferiores. - Mundos de expiações e de provas. - Mundos regeneradores. - Progressão dos mundos.



1.
Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)


Diferentes estados da alma na erraticidade


2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.


Diferentes categorias de mundos habitados


3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividilos, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. Élhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.


Destinação da Terra. - Causas das misérias humanas

6. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista cm que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa idéia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.

7. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima idéia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais íntimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.

Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Ferra, quando está curado de suas enfermidades morais.



INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Mundos Interiores e mundos superiores

8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.

Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam.

Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.

Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.

A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.

10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; uni laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.

11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.

12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.) Mundos de expiações e de provas

13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou [)eus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem OS infortúnios da vida. E que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris,
1862.)


Mundos regeneradores


16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que uni mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)


Progressão dos mundos

19. O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas uni meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III

domingo, 12 de junho de 2011

Se Consegues






Se consegues,
Como ele,
Começar o teu dia sem cafeína,
Se consegues terminá-lo sem sedativos para dormir,
Se consegues estar de bom humor, sabendo ignorar os teus males e as tuas dores,
Se consegues nunca te queixar nem aborrecer os outros com os teus problemas,
Se consegues compreender quando os que te amam estão ocupados demais para te dispensar o seu tempo,
Se consegues aceitar que te censurem por uma falta que não cometeste,
Se consegues acreditar que cuidarão de ti até o fim da tua vida,
Se consegues aceitar todas as críticas sem nunca te insurgires,
Se consegues suportar a grosseria de certas pessoas sem nunca as corrigir,
Se consegues enfrentar a vida sem nunca mentir ou falsear,
Se consegues descontrair sem nunca tomar uma gota de álcool,
Se consegues dizer muito honestamente, do fundo do teu coração, que não tens qualquer preconceito contra os idosos, as raças diferentes, outras religiões ou orientações sexuais,
Se consegues comer a mesma comida todos os dias e continuar feliz,
Se consegues amar sem condições, sem esperar nada em troca...
Então, meu amigo, és QUASE tão perfeito como um CÃO.

(Autor Desconhecido)

Pai Nosso em Aramaico







Abwun d’bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha.

Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana
Washboqlan khaubayan (wakhtahayan)
aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn

Wela tahlan l’nesyuna
Ela patzan min bisha
Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta
l’ahlam almin.
Ameyn.

***

(Pronúncia aproximada)

Abvum dbashmaia
Netcada shmorh
Teitei Maucutarh
Nehuei Tceviana haicana dbashmaia af barra

Havlán larhma tsuncanan yomana
Washboclan haubein warrtarrein
Haicana daf ranan shwarh lahaiuben

Wela tarrlan merisiuna
Elapatzan minbixa
Meto delahen maucutah
Wahaila watechburta
Lahalam almin
Ameyn

sábado, 11 de junho de 2011

Dois Cavalos




Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que, um deles é cego.

Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo: Um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar.

Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo mais jovem.

Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha, e as vezes, para pra que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.

Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.

Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.


Autor Desconhecido

Prece de um Cão Abandonado



quarta-feira, 8 de junho de 2011

II - OS ANIMAIS E O HOMEM - O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)





II - OS ANIMAIS E O HOMEM


592. Se comparamos o homem e os animais, em relação à inteligência, parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?
-- Sobre esse assunto os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce às vezes muito abaixo ou que pode elevar- se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência, para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir- vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.


593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?
-- Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais: mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? É que têm inteligência, porém ela é limitada.


Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados, que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência, mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer as suas necessidades físicas e prover à conservação. Não há entre eles nenhuma criação, nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiremos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior, segundo formas e proporções constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo, sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio, não tarda a voltar aos limites traçados pela Natureza.


594. Os animais têm linguagem?
-- Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.

594- a. Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?
-- Compreendem- se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.

Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir, de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz, que realizam trabalhos em comum. Deve- se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar- se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282).


595. Os animais têm livre- arbítrio?
-- Não são simples máquinas, como supondes[37], mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.


596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a daquele?
-- Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz


597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
-- Sim, e que sobrevive ao corpo.

597- a. Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?
-- É também uma alma, se o quiserdes; isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.


598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?
-- Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.


599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar- se?
-- Não; ela não tem o livre arbítrio.


600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?
-- Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.


601. 0s animais seguem uma lei progressiva, como os homens?
-- Sim, e é por isso que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo para estes servidores inteligentes.

Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais, o que não poderiam fazer sob a direção do homem?


602. Os animais progridem como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?
-- Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.


603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?
-- Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.


604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre inferiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?
-- Tudo se encadeia na Natureza, por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender, no seu estado atual. Pode entrevê- los, por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos preconceitos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá, suas idéias limitadas lhe farão ver as coisas de um ponto de vista mesquinho e acanhado. Sabei que Deus nunca se contradiz e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais, que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.

604- a. A inteligência é assim uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?
-- Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.


605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita; e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver, mas como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou de outra dessas duas almas?
-- Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

605- a. Assim, além das suas próprias imperfeições, de que o Espírito deve despojar- se, deve ele lutar contra a influência da matéria?
-- Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem duas almas; a alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo, que o rebaixa freqüentemente a esse nível porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação[38].


O Espírito, encarnando- se no corpo do homem, transmite- lhe o princípio intelectual e moral, que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem às suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza animal, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao purificar- se, liberta- se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência eleva- se ao seu verdadeiro destino.


606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?
-- Do elemento inteligente universal.
606- a. A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?
-- Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.


607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha- se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190). Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?
-- Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.

607- a. Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?
-- Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco, e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade dos seus atos. Como depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há, de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem- se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá- los, é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro, seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.

607- b. Esse período de humanidade começa na Terra?
-- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente, e seria antes uma exceção.


608. O Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?
-- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78).


609. O Espírito, tendo entrado no período de humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?
-- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações ele pode conservar um reflexo mais ou menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca[39]; há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre arbítrio. Os primeiros progressos se realizam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida, à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.


610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da Criação enganaram- se, então?
-- Não, mas a questão não havia sido desenvolvida, e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte, porque tem faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecer.

Fonte: O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)

Study Meeting of the Gospel at Home



Gospel at Home

STUDY MEETING OF THE GOSPEL AT HOME


Source:
http://www.allankardec.org.nz/index.php?Itemid=63&option=com_content


The Groups, Centers, or Spiritist Societies offer the following basic activities:
"To motivate and to guide its participants to implement and maintain the Study Meeting of the Gospel at Home, as effective support for the spiritual harmony of the family."


1. Fundamentals

" What is the most perfect example that God has offered to us, to serve as a guide and model?
"Jesus"
Jesus the God-given model of moral perfection toward which we should all strive. Animated by the Divine Spirit, Jesus was the purest being who has ever appeared on Earth; and the doctrine He taught is, accordingly, the purest expression of the Divine Law."

Allan Kardec (The Spirits' Book, Question 625)

"Social interaction is necessary to evolution, and family ties are the basis for life in society. This is why social interaction is a natural law. God wants humans, by living together in society, to learn to love each other."

Allan Kardec (The Spirits' Book, Question 774)

"When the Gospel penetrates the home, the heart opens up more easily the door to the Divine Master."

Emmanuel ("Jesus no Lar “ Automatic Writing Francisco Candido Xavier)

The Study Meeting of the Gospel at Home is the gathering of the family for the study of the Gospel under the light of Spiritism and their joint prayers.
It is of vital importance for the spiritual balance of the family and the harmony of the domestic atmosphere.

In this meeting, in addition to the study and vibrations carried out together, there is also the opportunity for the Spiritual friends to provide spiritual assistance to the home, and in particular, to each one of its members.


2. Organization

- The entire family should be motivated to participate in the Study Meeting of the Gospel at Home, including the children.
- If other members of the family cannot or do not wish to participate in the study, one person alone can accomplish it, with the certainty that the home, as well as other relatives, will benefit from it.
- This should be a weekly meeting, on a day and hour previously chosen.
- The meeting should have a minimum duration of 30 min., but should not exceed 1 hour. If children are participating, the minimum time should be chosen.
- Punctuality at each meeting is indispensable, as well as the consistency of the meetings.
-The sequenced study of "The Gospel According to Spiritism" is recommended in addition to excerpts from other evangelical works with the active participation of every member of the family.
- Poetry, history, songs or Spiritist narratives can enrich the meeting.
- Manifestations of disincarnate spirits should be avoided.
- A glass of water should be placed for each person present so that they may be magnetized by the Spiritual Benefactors. Whenever necessary, passes may be administered, if there are people present with experience in such work.
- In addition to relatives, neighbors, and friends, visitors that are in the home at the hour of the meeting may also be invited to participate in the study.
- It is advisable, in order to avoid interruptions, to turn the telephone off.
- It is advisable to choose a place in the house that offers privacy, so that inconvenient interferences may be avoided.
- On the day of the Study Meeting of the Gospel at Home, in particular, the domestic atmosphere should be preserved by means of attitudes and thoughts of peace and cordiality, and of uplifting conversations.
- Less worthy conversations or inconvenient attitudes should not be permitted before, during, or after the meeting.

3. Development

- The family will always meet on the day, hour, and place previously chosen.
- Before the beginning of the meeting, the tasks of the study will be distributed, selecting the participants that will be responsible for the prayers and the reading.

3.1. - Initial prayer: Offered by the director or by the one choose by him/her; it should be concise, simple, and objective, asking God and the Superior Plane for blessings of peace and happiness. (2min.)
3.2. - Reading and comments: Read a page from "The Gospel According to Spiritism" and a page from another evangelical work, always in sequence. The recommended books are: "Vineyard of Light", "Source of Life", "Way, Truth and Life", and "Our Daily Bread" by Emmanuel, channeled by the medium Francisco Candido Xavier.
It is important that everybody actively participate with comments, contributing to enhance the subject and to enrich the lesson. (20 to 50min.)
3.3. - Vibrations: It is the prayer for the home, relatives and friends, sick persons, the obsessed, drug addicts, suicides, for incarnates and disincarnates, and especially for enemies. We should also ask for countries, world peace, and for everyone in need. Finally, vibrate for the benefit of the participants of the meeting and for the magnetization of the water. (3min.)
3.4. - Closing prayer: It should also be simple, clear, and concise, expressing gratitude to God, Jesus, and the Spiritual Friends for the blessings of the study and the lesson, and for the happiness of fraternal coexistence. (2min.)


4. Observations

-Upon consideration of the high objectives, the great spiritual reach of the Study Meeting of the Gospel at Home, and the great benefits it provides to people, their homes, and society, it is advisable that the Group, Center or Spiritist Society motivate its implementation in all homes, by means of campaigns promoting its practice, and by providing guidance for its implementation.
- These campaigns should be promoted through all possible means of communication.
- Properly trained teams can provide assistance and collaboration to these meetings in their initial phase.

The constant study of the Spiritist Doctrine based on Allan Kardec's works and the permanent purpose of practicing its teachings, are indispensable for the correct accomplishment of any spiritist activity.

Supporting Guidelines for Spiritist Activities 2005 Translated by: Jussara Korngold, Marie Levinson and Anabel Perez International Spiritist Council


Source: http://www.allankardec.org.nz/index.php?Itemid=63&option=com_content

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Download the 5 books of the Codification (among other books) in English, French, Spanish, Italian, Portuguese and Esperanto: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/ingles/ingles.html

Allan Kardec - Biography



Source: http://2010.kardec.es/ing/modules.php?name=News&file=article&sid=1


Allan Kardec was the codifier of Spiritism.

Allan Kardec was the scrupulous organiser of the material upon which 19thcentury Spiritist philosophy was based. He was by no means, an imaginative or a mystic writer.

On 18 April 1857 Kardec published “The Spirits Book”, which would signify the beginning of the Spiritist Doctrine. This book was signed by the name of Allan Kardec, therefore separating his current work from the time he was known as a writer and a prestigious pedagogue, when he used to sign his teaching works by his family name: Hippolyte Leon Denizard Rivail.

During the few years he had left in this existing reincarnation, he wrote all the books that comprise the Spiritist Codification.

Short biography of Allan Kardec

Hippolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec) was born on the 3 October 1804, in the city of Lyon, France. He was the son of the judge Jean Baptiste-Antonie Rivail, and his mother was Jeanne Louise Duhamel.

Professor Rivail started his education in Lyon and completed his secondary studies in Yverdun, Switzerland, where he rapidly became one of the school’s most eminent pupils. An intelligent and zealous supporter of the famous Professor Pestalozzi, he then applied himself whole-heartedly to the propagation of the education system championed by Pestalozzi, which came to have a great influence on the French and German school systems.

Many times, when Pestalozzi was called abroad to establish Institutes such as that of Yverdun, he left Denizard Rivail in charge of his school. A remarkable linguist, he spoke German, English, Italian and Spanish fluently and could easily express himself in Dutch.

Professor Rivail was a member of several learned societies, among others, the Royal Society of Arras. He was the author of numerous educational works, such as:

. A Plan for the Improvement of Public Instruction (1828)
. A Course of Practical and Theoretic Arithmetic, on the Pestalozzian System, for the use of Teachers and Mothers (1829)
. A Classical Grammar of the French Tongue (1831)
. A Manual for the use of Candidates for Examination in Public Schools; with Explanatory Solutions of various Problems of Arithmetic and Geometry (1848)
. Grammatical catechism of the French Tongue (1848)
. Programmes of ordinary studies in physics, chemistry, astronomy and physiology, taught at the Lyceum
. Normal Dictations for the Examinations of the Hotel de Ville and the Sorbonne, with . pecial Dictations on Orthographic Difficulties (1849).

Alongside with his teaching career, Rivail also worked as an accountant for the trade industry, therefore having a very stable financial life. His name was well-known and highly respected, and many of his works were adopted by the University of France. He met the professor Amelie-Gabrielle Boudet during his teaching years and they married on 6February 1832.

In 1854, Professor Denizard for the first time and through a friend of his, Mr. Fortier, learned of the phenomena of the turning tables. This was a fashionable and popular game played throughout Europe since the first appearance of the Spiritist phenomena in 1848, in the city of Hydesville, in the USA, with the Fox sisters.

In the following year, after receiving more information about the intervention of the spirits from Mr.Calotti, his friend for more than 25 years, Denizard became more interested in the subject.

After a while, in May 1855, he was invited by Mr. Patier, a very reliable and educated man, to participate in one of these experimental meetings.

Professor Rivail had a great interest in magnetism and agreed to participate, thinking that the phenomena were somewhat related to each other. After attending a few sessions, he started to ask questions in the search for logical answers which could explain the fact that inert objects could send intelligent messages. He was awed by the manifestations, for it seemed that behind them there was an intelligent cause that was responsible for those movements. He decided to investigate because he suspected that behind those phenomena there was the revelation of a new law.

The “invisible forces” manifested in these sessions, revealed themselves as being the souls of men who once lived on Earth. The Codifier was becoming even more intrigued. In one of those sessions, a message was addressed specifically to him: “He would give life to a new philosophical, scientific, and moral doctrine.” Kardec replied that, since he had been chosen, he would do everything to successfully accomplish the obligations that had been entrusted to him.

Although very sceptical at first, Allan Kardec had begun his observations and studies of the spiritist’s phenomena with the enthusiasm typical of a grave and rational man: “I will believe it when I can see and prove that a table has brain and nerves and that it can became a sleepwalker.”

After his initial astonishment and disbelief, Rivail started to consider the validity of such phenomena. He then continued his studies and observations, even more convinced of what he was witnessing. He said: “Suddenly I was in the midst of a very strange fact, contrary, by the first view, to the laws of nature, happening in the presence of honourable and trustworthy people. Even so, the idea of a table that could speak didn’t fit in my mind”.

Basically, the development of the Spiritist Codification began at the residence of the Baudin family, in 1855. In the house lived two young girls who were mediums. They were Julie and Caroline Baudin, 14 and 16 years old, respectively. Using the “basket and spinning top”, a device similar to the turning tables, Kardec asked questions to the discarnate Spirits, which they answered by means of mediumistic writing. In proportion to the answers to his questions, Kardec noticed that the outlines of a doctrine were being drawn and he prepared himself to publish what later became the first work of the Spiritist Codification.

The way through which the Spirits communicated in the beginning was by usage of the basket and spinning top, fitted with a pencil in its centre. The mediums’ hands were placed at the edges of the basket and the involuntary movements provoked by the Spirits produced the writing. With time, the basket was substituted by the mediums’ hands, originating what it is now known as psychography. The consultations with the Spirits originated to the “Spirits’ Book”, published on April 18, 1857. A new horizon of possibilities in the field of knowledge was disclosed to the whole world.

From then on, Allan Kardec dedicated himself intensively to the work of expanding and revealing the Good Tidings. He travelled 2,079 miles, visited twenty cities, and attended more than 50 Spiritist doctrinal meetings.

For his profound love of the good and of the truth, Allan Kardec had constructed for ever the greatest Wisdom’s Monument that Humanity could have ever ambitioned, revealing, through rational and positive comprehension of the multiple existences, the greatest mystery of life and destiny; all of it enlightened by the Christian principles.

Born into a Catholic family and having being raised in the Protestant tradition, Allan Kardec decided to follow a different path, choosing to be a free thinker and a pragmatic man. From that perspective, of a very demanding intellectual life, he was a man of a grave character and highly educated, always eager to investigate the so called “turning tables”. Back then, the world was curious about the endless psychic events that could be seen everywhere and that, later on, would become the advent of the greatest comforting doctrine – lately receiving the name of Spiritism – having as its Codifier, the immortal and famous professor of Lyon.

Nonetheless, Spiritism was not a man’s creation but rather a Divine revelation for Humanity, in defence of Christ’s postulates legacy, appearing in a period of history when materialism prevailed amongst the most intelligent and prominent minds of Europe and America.

The Codification of Spiritist Doctrine has ensured Kardec’s inclusion to the gallery of Humanity’s greatest missionaries and benefactors. His work is as extraordinary as the French Revolution, which established human rights in society. Kardec’s work established man’s boundaries with the Universe and gave mankind the key to solve its mysteries, including the problem of death, which until then had been mistaken by the existing religions.

The Master’s mission, as foreseen by The Spirit of Truth, was full of obstacles and risks, for his mission was not only the work of codification of the Spiritist Doctrine, but above all to instruct and transform humanity. His mission was so enduring that, in a letter written on 1 January 1867, Kardec talks about his friends’ ingratitude, his enemy’s hatred and the insults and defamation from fanatics. Despite it all, he never failed his mission.

His pen name, Allan Kardec, has the following origin: One night, a spirit who called himself “Z”, told him as part of a personal message received through a medium, what happened in a previous existence. This was that he had lived as a Druid, Galia, answering by the name of Allan Kardec.

His friendship with the Spirit of Zephyrus, who promised to help him in his transcendental task, in which he would effortlessly succeed, was getting stronger. When the time came to publish the Spirits’ Book, the author was faced by a dilemma: would he sign his new work with the name of Hipolyte Leon Denizard Rivail, or would he use his pen name of Allan Kardec? Because his name was famous in the scientific world, he adopted definitely the name he used in a previous existence, “Allan Kardec” to prevent his fame from overshadowing his new area of work.

Books codified and written by Allan Kardec:
. The Spirits’ Book (1857)
. What is Spiritism (1859)
. The Mediums’ Book (1861)
. The Gospel According to Spiritism (1864)
. Heaven and Hell (1865)
. The Genesis (1868)
. Posthumous Work (1890)

On January 1, 1858 Allan Kardec published the first number of the Revue Espirite, which served as powerful auxiliary for the work he carried out for twelve years without stop, until his death. It is also considered to be the core of Spiritism, not only because he was its editor until 1869, but also because the Revue Espirite expressed his thoughts and his work as the Codifier of the Spiritism.On April 1, 1858 Allan Kardec founded The Spiritists' Parisian Studies Society, which had as its objective the study of all the relative phenomena to the spiritist’s manifestations and its applications to the moral sciences, physics, history and psychology.

From 1855 to 1869 Allan Kardec dedicated his existence to Spiritism. Representing The Spirit of Truth, he established Spiritism and brought to Mankind the Promised Consoler.

The Codifier of Spiritism died in Paris, on 31 March 1869, at the age of sixty five. It is written in his grave: “To be born, to die, to be reborn yet again, and to constantly progress, that is the Law.”

Source: http://2010.kardec.es/ing/modules.php?name=News&file=article&sid=1

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Download the 5 books in English: http://www.2010.kardec.es/ing/pack-kardec.zip

Download the 5 books of the Codification (among other books) in English, French, Spanish, Italian, Portuguese and Esperanto: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/ingles/ingles.html