quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

De vez em quando (Richard Simonetti)




Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou Ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito.

Essa manifestação, que consta do capítulo VI, item 8, de O Evangelho segundo o Espiritismo, é assinada pelo Espírito de Verdade.

Enfatiza a presença de Deus no Universo, consolo dos aflitos, amparo dos desvalidos.

Nos séculos passados floresceu a idéia do panteísmo, segundo a qual Deus seria o somatório universal, isto é, o Universo seria o corpo de Deus e nós seríamos átomos divinos, parte do Criador.

O Espiritismo nos ensina que não é bem assim. Deus é a consciência cósmica do Universo, o Cérebro Criador. Está em tudo e em todos, sustentando a vida e a harmonia do Universo, mas não somos substância dele. Apenas suas criaturas.

Jesus simplifica.

Deus é o Nosso Pai, de infinito amor e misericórdia, que nos ama desde o princípio e nos conduz pelas veredas da justiça, como ensina o salmista.

Por isso, Evangelho significa Boa Nova. A notícia de que temos alguém muito poderoso, todo bondade e solicitude, a cuidar de nós.

*

Se acreditamos nessas afirmativas, se estamos conscientes da presença divina, por que, freqüentemente, nos sentimos combalidos e tristes, amargurados e perturbados?

É um tanto contraditório, como alguém que tem uma despensa cheia de alimentos e reclama que está com fome.

Isso ocorre porque a nossa fé situa-se um tanto precária, fé para os dias felizes, quando tudo corre bem.

Se surgem atribulações, vacilamos.

É preciso, portanto, fortalecer a fé.

Como? Freqüentando mais as casas religiosas, orando mais, lembrando mais de Deus? Tudo isso pode ser bom, mas não é suficiente. Falta algo, exatamente o que destaca o Espírito de Verdade: abnegação e devotamento.

A verdadeira oração, sempre presente, como se fora uma respiração espiritual, que nos habilita à permanente comunhão com Deus, não é feita de palavras, mas desses dois sentimentos, que precisamos definir bem, até para que possamos exercitá-los.

Primeiro a abnegação. Explica o dicionário:

Ação caracterizada pelo desprendimento e altruísmo, em que a superação das tendências egoísticas da personalidade é conquistada em benefício de uma pessoa, causa ou princípio.

Simplificando. Abnegação seria o esforço por vencer o egoísmo, exercitando a iniciativa de fazer algo em favor do bem comum.

Aqui há uma dificuldade: o ser humano é um de-vez-enquandário.

O médico conversa com o paciente.
- Sua pressão está alta. O senhor está com o peso acima do normal. Os índices de colesterol são ruins. Tem feito regime alimentar, como lhe recomendei, evitando alimentos gordurosos e calóricos?
- De vez em quando, doutor. Não resisto à picanha e aos doces.
- Exercícios físicos e respiratórios?
- De vez em quando. Acho enjoado.
- Cuida de trabalhar com disciplina, observando horários de repouso?
- De vez em quando. Há mil coisas a fazer!
- Dorme oito horas diárias?
- De vez em quando. Não resisto aos filmes na madrugada.
- Então, meu amigo, de vez em quando você vai ter problemas de saúde, culminando, provavelmente, com uma dor no peito muito forte, em enfarte fulminante, quando a morte, que não é de-vez-enquandária, o carregará de vez para o Além.

Algo semelhante acontece com a abnegação.

Não vale cultivá-la de vez em quando.

- De vez em quando atendo o pobre que bate à minha porta…
- De vez em quando tolero as impertinências da minha sogra…
- De vez em quando não mando alguém que me aborreceu para o diabo que o carregue…
- De vez em quando peço perdão por uma má palavra…
- De vez em quando trabalho como voluntário numa instituição filantrópica...
- De vez em quando participo de um grupo de trabalhos mediúnicos…

Imaginemos uma empresa de eletricidade que forneça energia elétrica à cidade, de vez em quando...

Que transtorno para a geladeira, o cozido, a novela, o banho quente, a iluminação noturna... Tudo imprevisível!

Perdemos a sintonia com Deus porque apenas de vez em quando cultivamos abnegação, algo que deveria ser de vez em sempre.

*

Para superar o comportamento de-vez-enquandário, no cultivo da abnegação, há o outro sentimento recomendado pelo Espírito de Verdade - o devotamento, assim definido pelo dicionário:

Qualidade de quem se dedica em favor de alguém ou de uma causa.

Quando aliamos a abnegação, o desejo de servir, ao devotamento, o servir com dedicação, a vida flui melhor em nossas veias e somos capazes de todos os sacrifícios e renúncias em favor do bem comum.

Temos marcante exemplo na figura da mãe.

Naturalmente abnegada, porque responsável por alguém que lhe é inteiramente dependente, será a devoção ao filho que lhe sustentará energia sem fim, disposta a ver no bem-estar dele o espelho em que se mira afortunada, luz que lhe põe nos olhos novo brilho, conforme a expressão feliz de Coelho Neto.

Ocorre que os filhos não são nossos, como enfatiza Khalil Gibran, no seu poema famoso - são filhos da ânsia da vida... E um dia eles partem, batem asas, buscam outros horizontes e sua própria realização, e fica a mãe com a síndrome do ninho vazio, marcada por insuperável nostalgia, a repercutir negativamente em seus estados de ânimo.

Algo semelhante ao profissional abnegado, que se devota a uma empresa, entregando-se de corpo e alma, centralizando nela todas as suas aspirações. Quando obrigado a afastar-se em virtude da aposentadoria, pela enfermidade ou pelos azares da profissão, cai em depressão, angustia-
-se como se lhe faltasse o chão.

O devotamento a que se refere o Espírito de Verdade não deve limitar-se aos cuidados humanos em relação à família ou à profissão.

É preciso ir além, buscando as realizações divinas, no campo do bem e da verdade.

Nunca nos faltarão energia e bom ânimo enquanto estivermos dispostos a dar o melhor de nosso esforço em favor do bem comum, cultivando abnegação e devotamento.

Na medida em que esses dois sentimentos estiverem presentes em nossas ações, não de vez em quando, mas permanentemente, iremos compreendendo, em toda sua extensão, o que quis dizer o Espírito de Verdade ao proclamar que com esse comportamento o coração bate melhor, a alma se torna tranqüila e o corpo se isenta de seus males.


Autor: Richard Simonetti
Fonte: Reformador - Fevereiro 2007

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sonhe com as estrelas (Fernando Pessoa)




Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.

Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar, sabe-se lá aonde.

As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.

O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora, agarre-o!

Persiga um sonho,
mas, não o deixe viver sozinho.

Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas, não enlouqueça por elas.

Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.

Alargue seu coração de esperanças,
mas, não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-as.

Se perder um amor, não se perca!

Se o achar, segure-o!

Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala.

O mais é nada.


Autor: Fenando Pessoa

A arte de não adoecer (Dr. Dráuzio Varella)




Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Autor: Dr. Dráuzio Varella

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Calças Molhadas




Venha comigo a uma sala de aula do terceiro ano... Há um menino de nove anos sentado à sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada. Pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes, e sabe que quando os meninos descobrirem nunca o deixarão em paz. Quando as meninas descobrirem, nunca mais falarão com ele enquanto viver.

O menino acredita que seu coração vai parar, abaixa a cabeça e reza esta oração:

"Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto".

Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele, uma colega chamada Susie está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!" De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de compaixão.

A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira. A compaixão é maravilhosa. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua grosseira!"

Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussurra, "você fez aquilo de propósito, não foi?" E Susie lhe sussurra, "eu também molhei minha calça uma vez".

Amigos existem!

Possa Deus nos ajudar a ver as oportunidades que sempre estão em torno de nós para fazer o bem.

Lembrem-se... apenas ir à igreja não o faz um cristão, da mesma forma que ficar em sua garagem não o transforma em um carro...

Cada um e todos nós estamos atravessando épocas difíceis agora, mas Deus está pronto para abençoar-nos de uma maneira que somente Ele pode fazer. Mantenha a fé. Não importa a religião. ACREDITE EM DEUS E PRATIQUE O BEM!

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Com o tempo...




Com o tempo...
Você aprende que estar com alguém só porque esse alguém lhe oferece um bom futuro, significa que mais cedo ou mais tarde você irá querer voltar ao passado...

Com o tempo...
Você se dará conta que casar só porque “está sozinho(a)”, é uma clara advertência de que o seu matrimônio será um fracasso...

Com o tempo...
Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...

Com o tempo...
Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a), com certeza uma hora você vai desejar não voltar a vê-la...

Com o tempo...
Você se dará conta de que os amigos verdadeiros valem mais do que qualquer montante de dinheiro...

Com o tempo...
Você entende que os verdadeiros amigos se contam nos dedos, e que aquele que não luta para os ter, mais cedo ou mais tarde se verá rodeado unicamente de amizades falsas...

Com o tempo...
Você aprende que as palavras ditas num momento de raiva, podem continuar a magoar a quem você disse, durante toda a vida...

Com o tempo...
Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, só as almas grandes o conseguem...

Com o tempo...
Você compreende que se você feriu muito um amigo, provavelmente a amizade jamais será a mesma...

Com o tempo...
Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa, é irrepetível...

Com o tempo...
Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos,só que multiplicados...

Com o tempo...
Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para fazer planos...

Com o tempo...
Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...

Com o tempo...
Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro,mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...

Com o tempo...
Você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama, dizer que sente falta, dizer que precisa, dizer que quer ser amigo... ...junto de um caixão... ...deixa de fazer sentido...

Por isso, recorde sempre estas palavras:
O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde.
Exatamente quando:
JÁ NÃO HÁ TEMPO!


(Autor Desconhecido)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Efêmero




Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores são colhidas cedo demais, algumas mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando este Éden, e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor, e descuidamos. Cuidamos pouco. De nós e dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosas, perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede, porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso, porque não estamos acostumados com isso, e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite, e chega o dia, o sol nasce e adormece, e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, e achamos que não temos o suficiente. Cobramos, dos outros, da vida, de nós mesmos. Nos consumimos. Costumamos comparar nossas vidas com aqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuam menos? Isso faria uma grande diferença!

E o tempo passa, passamos pela vida; não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa, até que, inesperadamente, acordamos e olhamos para trás. E então nos perguntamos: e agora? Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar um abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para se amar, para se dizer uma palavra gentil ou um fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás; o que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus pela vida que, mesmo efêmera, ainda está em nós. Pense, não o perca mais!

(Autor Desconhecido)

Eu aprendi




EU APRENDI

que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha;

EU APRENDI

que ser gentil é mais importante do que estar certo;

EU APRENDI

que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

EU APRENDI

que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;

EU APRENDI

que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar, e um coração para nos entender;

EU APRENDI

que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

EU APRENDI

que dinheiro não compra "classe";

EU APRENDI

que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

EU APRENDI

que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

EU APRENDI

que Deus não fez tudo num só dia;
o que me faz pensar que eu possa ?

EU APRENDI

que ignorar os fatos não os altera;

EU APRENDI

que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

EU APRENDI

que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

EU APRENDI

que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

EU APRENDI

que a vida é dura, mas EU sou mais ainda;

EU APRENDI

que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

EU APRENDI

que quando o ancoradouro se torna amargo, a felicidade vai aportar em outro lugar;

EU APRENDI

que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engolí-las;

EU APRENDI

que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

EU APRENDI

que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você a esta escalando;

EU APRENDI

Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer. Por isso que to nem aí pro mundo, e vivo o hoje. O amanhã só Deus sabe.

(Autor Desconhecido)

Recomeçar




Perdi um brinquedo que me acompanhou em minha infância... Mas ganhei a lembrança do amor de quem me presenteou!

Perdi meus privilégios e fantasias de menino... Mas ganhei a oportunidade de crescer e viver livremente!

Perdí muita gente que amei e que me amou e que ainda amo…Mas ganhei o carinho e o exemplo de suas vidas!

Perdí momentos únicos da vida porque chorava em vez de sorrir…Mas descobri que para colher amor tem que planta-lo!

Perdi muitas vezes e muitas coisas em minha vida. Porém junto a este “perder” hoje tento o valor de “ganhar”. Porque sempre podemos lutar pelo que amamos e porque sempre há tempo para recomeçar!

Não importa em que momento da vida cansastes. Mais importante é que sempre é possível e necessário recomeçar.

Recomeçar é dar-se uma nova chance, é renovar as esperanças na vida e, mais ainda, acreditar em ti mesmo!

Sofrestes muito neste período?... Foi aprendizagem.

Chorastes muito?... Foi limpeza da alma.

Odiastes?... Foi para poder perdoar.

Sentistes solidão em alguns momentos?

... Foi porque fechastes a porta.

Pensastes que tudo estava perdido?... Foi simplesmente o início de tua melhora.

Sentes solidão?... Se olhares ao redor verás muita gente esperando teu sorriso para aproximar-se mais de ti!

Recomeçar.

Hoje é um excelente dia para iniciar um novo projeto de vida. Onde queres chegar? Olha para o alto, sonha alto, deseja o melhor, anseia o bem e o bom, pois a vida nos traz o que desejamos!

Pensando pequeno; o pequeno virá. Se pensamos firmemente o melhor, o positivo e lutamos por alcança-lo; o melhor virá para nossa vida!

Hoje é o dia da grande limpeza mental. Tira tudo que te prende ao passado e que te machuca. Joga fora toda a impureza, limpa teu coração, prepara-te para uma nova vida, e para um novo amor se estás só; nós somos apaixonados, somos capazes de amar muitas vezes, porque somos a manifestação do amor!

A vida te chama, te convidando para uma nova aventura, outra viagem, um novo desafio. Dedica este dia a ti mesmo e farás todo o possível para alcançar teus objetivos. Confia na vida, confia em ti!

(Autor Desconhecido)

O que é virtu@l?




Entrei apressado e com muita fome no restaurante.
Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.
Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né?
Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
- Não tenho menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, compro um para você.
Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.
- Tio, pede para colocar margarina e queijo também? Percebo que o menino tinha ficado ali.
- OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, tá?
Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.
- Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.
Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:
- Tio, o que está fazendo?
- Estou lendo uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.
Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse: É como se fosse uma carta, só que via Internet. Tio, você tem Internet? Tenho sim, é essencial no mundo de hoje. – O que é Internet, tio? É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual, tio?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas. Virtual é um local que imaginamos algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transforma- mos o mundo em quase como queríamos que fosse. – Legal isso. Gostei!
- Mocinho, você entendeu o que é virtual?
- Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.
- Você tem computador?
- Não, mas meu mundo também é desse jeito… Virtual.
Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo.
Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa.
Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo.
Meu pai está na cadeia há muito tempo.
Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia.
- Isto não é virtual, tio?
Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente ‘devorar’ o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um ‘Brigado tio, você é legal!’.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Conversar é uma forma de amar (Marcia Tiburi)



Publicado em Vida Simples

O diálogo foi uma das questões mais importantes no surgimento da filosofia. Serviu de modelo teórico de uma ação prática. Platão, na antiguidade clássica, usou-o como estilo para mostrar que a filosofia dependia da conversação. Ele queria mostrar que ela não era uma teoria isolada das relações humanas. Que nascia da diferença do pensamento de cada um que entrava em contato com o pensamento de outro. Chegou a dizer que o pensamento era o diálogo da alma consigo mesma num sentido muito próximo do “falar com os próprios botões” que conhecemos tão bem. Pensar era uma questão de linguagem. O pensamento precisava das palavras, da gramática, da língua, do imaginário, do mito, para se expressar e, por isso, o cuidado com a escolha e o uso de todos estes elementos era tão essencial.

Da conversação é que surgem todas as nossas relações sociais: desde a família até as decisões políticas, passando pela amizade e pelo amor. É porque não sabemos que a arte da conversa é muito mais do que a mera persuasão, que convencimento ou sedução, que perdemos de vista sua função ética. Conversar serve para criar laços sinceros e reais. Com ele se funda o que chamamos sociedade cujo laço essencial é o amor, segundo Humberto Maturana, importante biólogo e filósofo chileno da atualidade.

Ninguém conversa mais

Desaprendemos de conversar por alguns motivos. Um deles é o descaso que temos com as palavras. Nem nos preocupamos em conhecê-las, não avaliamos a história da humanidade que nelas se guarda. Não imaginamos que palavras tão comuns quanto liberdade, memória, história, pensamento, prática, e tantas outras possuem uma vasta história. E não se trata apenas da etimologia, da origem dos nomes, mas da função simbólica, do que está guardado nas palavras como sentido que vai além delas e mostra o mundo humano dos afetos, sentimentos, desejos, projetos. Não apenas os poetas e escritores devem cuidar das palavras, mas todos os humanos.


Conversar é perigoso, dizem os donos do poder

A má política, aquela que se separou da ética, sempre soube o quão perigoso para si mesma era a conversação. Nos campos de concentração da Alemanha nazista era comum a separação de prisioneiros de mesma língua e o convívio de prisioneiros de nacionalidades diferentes. Podemos chamar “violência simbólica”, segundo a expressão do sociólogo do século XX Pierre Bordieau, a este gesto de impedir o contato pela palavra. Sabiam os nazistas que este era um procedimento de tortura mental e também de proteção do regime. Sabiam que a conversa sempre aproxima os seres humanos por criar afetos e, deles, pode surgir algum projeto que modifique alguma coisa que alguém desejava ver sempre igual. A conversação cria cumplicidade. Por isso, todas as instituições autoritárias proíbem a conversação.

Mas o problema maior em nossa sociedade atual é o fato de que incorporamos a proibição da conversa. Introjetamos o medo do contato. Não sabemos mais conversar, perdemos o estímulo quando caímos em depressão ou morremos de medo quando somos tímidos. A frase de Sartre “o inferno são os outros” muitas vezes pode nos socorrer diante do pavor do contato e da relação mais íntima com quem poderia vir a ser um amigo.

Quantas vezes parecemos conversar, mas isso não ocorre. Conversações estranhas, porque sem diálogo, aparecem quando numa festa, num encontro casual, ou na escola, no trabalho, ou mesmo em casa, contamos sobre um filme que vimos. A pessoa a quem nos dirigimos, quem deveria conversar sobre o que lhe dizemos, recorre imediatamente a outro filme que ela viu ou diz não gostar de cinema. Fazemos isso e assim nem conversamos sobre o filme assistido por quem narra o fato, nem o visto por quem o ouve. Perdemos a capacidade de prestar atenção no que foi dito. A capacidade de escutar está em extinção. Se usarmos outro exemplo perceberemos o fenômeno de modo ainda mais claro: quando alguém fala de seus problemas, o outro, aquele que deveria ouvir, sempre comparece com seus exemplos interrompendo a atenção necessária à exposição do primeiro, quando não chega a dizer “não quero ouvir, pois isso não me acrescentará nada”, como se conversar – o que fazemos de mais humano - fosse uma troca mercantil de lucros e ganhos. Ou ainda, interrompe com um “eu sei” prepotente, inviabilizando toda descoberta. Em outras palavras, nos tornamos – em graus variados - incomunicáveis. Em tempos de comunicação de massas, numa sociedade estimulada pela mídia que nem sempre cumpre com seu papel de comunicar, esta se tornou uma questão essencial.


O que teremos a nos dizer no futuro?

Walter Benjamin dizia que a incapacidade de narrar experiências comunicáveis resulta das experiências negativas que sofremos. Um soldado que vai a guerra é o seu exemplo, mas podemos usar nossos mais próximos: aquele que vive na rua sem lar, o que vive na miséria material qualquer que seja, aquele que se sente só num asilo, num orfanato, num hospital. Que criança será capaz de sobreviver em sua intimidade se nenhuma linguagem será capaz de expressar o sofrimento que ela viveu na pele perambulando pelas faróis e, do outro lado, não havendo ninguém que possa ouvi-la? Que poderá ela nos dizer se chegar a ser adulta? Não temos o que dizer aos descendentes de escravos, aos aviltados históricos deste país?

O que temos nós, de fato, a dizer e a ouvir desta esta criança nas ruas? Elie Wiesel, autor de A Noite, quando criança assistiu à morte por enforcamento de um menino num campo de concentração. A condenação fora a condenação do futuro e de toda a humanidade. Mas ainda podemos corrigir os erros. Melhor começar conversando direito, descobrindo o que temos a dizer e ouvir.

Autora: Marcia Tiburi
Fonte: http://www.marciatiburi.com.br/textos/conversareumaforma.htm

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Só o Amor Não Sustenta a Relação (Artur da Távola)




Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO
tem que ser ininterrupta...

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.

Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Autor: Artur da Távola