segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os tormentos voluntários (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 5, #23)



Os tormentos voluntários


23. Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.

Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação,, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. (Lião, 1860.)

Fonte: (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 5, #23)

sábado, 26 de novembro de 2011

Coleção Violetas na Janela (Vera Lucia Marynzeck de Carvalho)

01 - Violetas na Janela



Com uma linguagem cativante, Patrícia conta como foi seu desencarne, aos 19 anos, e como é a vida no plano espiritual - como é a alimentação, a vestimenta e a sensação que teve ao rever a família.



02 - Vivendo no Mundo dos Espíritos


Depois de 'Violetas na Janela', Patrícia volta a nos surpreender com novas revelações do mundo dos espíritos, dando-nos uma visão mais ampla do assunto.



03 - A Casa do Escritor


A Casa do Escritor é um lugar fascinante, onde se reúnem todos aqueles que trabalham com literatura moralizante e, principalmente, com literatura espírita. Mais uma colônia bonita e agradável que Patrícia leva o leitor a conhecer.



04 - O Vôo da Gaivota


Neste livro, Patrícia fala do triste mundo das drogas, do desencanto e da dor; mas, com o otimismo que lhe é peculiar, nos dá uma bela lição sobre a importância da persistência e do amor.


Autora: Vera Lucia Marynzeck de Carvalho

Violetas na Janela - Audiobook no YouTube





Audiobook em 28 partes

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A felicidade não é deste mundo (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 5, #20)






A felicidade não é deste mundo


20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo." Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade. - François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 5, #20

domingo, 20 de novembro de 2011

Biblioteca Virtual (Do Site "O Consolador")


Livros de Chico Xavier (Site "O Consolador")


A vida é um reencontro




A vida é um reencontro.

É uma viagem conjunta, na qual buscamos sentimentos, experiências e pessoas.

A morte é como um veleiro, que parte, levando amor, lembranças,experiências...
Mas, embora tenha cruzado a linha do horizonte, não se foi.
Apenas o perdemos de vista. Assim é a pessoa que perdemos: continua a mesma.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.
"E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:já se foi, no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".

"Chegou ao destino levando consigo as aquisições de uma vida.A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
"A vida é feita de partidas e chegadas.

De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
"Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade".(Sobre original de Victor Hugo)

Leia texto original, extraído do livro "A Reencarnação através dos Séculos"


As Três Peneiras




Pensar Primeiro - XXXVI (Sergito de Souza Cavalcanti)



Pensar Primeiro - XXXVI (Sergito de Souza Cavalcanti)


O primeiro dever de um homem é aprender a se conhecer e dominar-se dizia Pitágoras: “Aprende, como uma das tuas primeiras obrigações, a dominar-te a ti mesmo.” Temos que educar a nós mesmos, coordenar nossas idéias governar nossas paixões. Para alcançarmos esse domínio sobre nós mesmos é imprescindível grande esforço individual. Jamais governaremos os outros se ainda não temos condições de nos governar.

O homem que sabe dominar seus nervos e seus sentimentos, acalmar sua emotividade e dominar sua ira, deixa de ficar à mercê dos acontecimentos.

O homem que não tem controle dos seus atos e o domínio de seus pensamentos, está sujeito a encolerizar-se facilmente.

Tenha, cuidado e fuja o quanto possas da cólera, pois ela enfraquece a nossa vontade e obscurece a nossa razão. Diz Massillou: “Consome mais forças, um excesso de cólera do que oito horas de trabalho”.

O homem sábio domina suas próprias paixões, e nunca esquece das rédeas que aprimoram sua conduta.

Pense primeiro, para só depois se expressar, evitando assim falar o que não se deve. O homem que fala tudo o que vem à sua mente sem filtrar o pensamento é um tolo e inconseqüente.

Venha o que vier aos nossos pensamentos, só poderemos nos expressar pela palavra, após examinarmos as idéias selecionando os assuntos, a fim de que eles sirvam de instrumentos de paz e alegria.

Buda sabiamente diz: “Tudo o que somos é resultado do pensamento. Se uma pessoa fala mal e age com maus pensamentos, o sofrimento o segue como as rodas que seguem os pés dos bois que puxam o carro. Se uma pessoa fala e age com bons pensamentos, a felicidade o segue, como a sombra que nunca o abandona.”

Não se esqueça nunca desta verdade: “Somos os comandantes de nossas vidas e os únicos criadores de tudo o que nos acontece, quer de bem, quer de mal.”

Pense primeiro para se expressar depois.


Mágoas e Rancores - XIII (Sergito de Souza Cavalcanti)



Mágoas e Rancores - XIII (Sergito de Souza Cavalcanti)


Procure esquecer aqueles que lhe prejudicaram, orando por eles.

Guardar mágoa e rancor em nossos corações é solver veneno lento, que mais cedo ou mais tarde nos destruirá.

Todos nós estamos sujeitos a calúnia, maldade e a incompreensão das pessoas que nos rodeiam.

Se está sofrendo por algum mal que lhe fizeram, procure sinceramente perdoar seu ofensor, retirando o quanto antes toda mágoa de seu coração.

Procure não revidar ataques e ofensas.

Estamos todos envolvidos por um processo evolucional e nesse decurso evolutivo, passamos por fases de egoísmo e orgulho a fim de atingirmos mais tarde, as grandes virtudes da alma.

Não se deixe envenenar por pensamentos de ódio e rancor. Quando tais pensamentos negativos surgem de nós mesmos formam uma atmosfera pesada, enfermiça, que sempre nos atinge em primeiro lugar.

A chave para nosso equilíbrio está no perdão incondicional, pois ele abre o coração para a compreensão e a tolerância, fatores fundamentais para a saúde física e mental.

O homem que ama sabe perdoar e sempre está pronto a compreender seu ofensor, e por isso raramente se enferma.

O perdão é o grande antídoto para muitos dos desequilíbrios de nossas almas.

Nossos desafetos estão na maioria das vezes mostrando nossos erros, possibilitando assim nossa evolução.

Guarde seu coração de todo e qualquer sentimento menos digno, na certeza de que se assim o fizer, estará preservando sua paz interna.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aprendendo...



Aprendendo...


O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim...

Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida.

Ninguém cruza nossos caminhos por acaso, e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber; há muito o que APRENDER com experiências BOAS ou NEGATIVAS.

É isso... Tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que aconteceu por uma razão precisa. E não se lamente pelo ocorrido. Além de não servir de nada reclamar, isto vai te vendar os olhos para continuar seu caminho.

Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início e transformando-a em mágoa. Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu.

E nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas!!! E sabemos lá quais eram as suas expectativas?

E nos decepcionamos e decepcionamos.

Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem. Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nela! Vai te fazer bem! Assim, talvez, ela poderá entender quando você, sinceramente disser que “foi sem querer”.

Dê de você mesmo o quanto puder!

Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui.

Seja bom! Tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance.

PERDOE E DÊ DE VOCÊ MESMO. Seja uma BÊNÇÃO!

DEUS não vem em pessoa para abençoar... ELE usa os que estão aqui, dispostos a cumprir essa missão. Todos nós podemos ser ANJOS.

A ETERNIDADE está nas mãos de todos nós.

VIVA de maneira que quando você se for, MUITO DE VOCÊ ainda fique, ...naqueles que tiveram A BOA VENTURA DE TE ENCONTRAR.

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Livro dos Espíritos (Questão 597)


597 - Se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

– Sim, e que sobrevive ao corpo.

Fonte: O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)

sábado, 12 de novembro de 2011

Quando quiser me visitar fique à vontade, mas lembre-se:


Quando quiser me visitar fique à vontade, mas lembre-se:


01 – Lembre-se de que o cachorro vive aqui, você não.

02 – Sim, ele tem hábitos desagradáveis. Eu também, assim como você. E daí?!

03 – CLARO que ele cheira a cachorro… Já percebeu como nós, humanos, cheiramos ao final de um dia de trabalho? Coloque-se no lugar de alguém que tem um olfato 400 vezes mais sensível que o seu, e sempre o receberá com explosões de carinho no retorno ao lar.

04 – É da natureza dele tentar cheirar você. Por favor, sinta-se à vontade para cheirá-lo também.

05 – Se existisse algum risco do cachorro mordê-lo, eu não o deixaria se aproximar de você. Porém, não posso impedi-lo de responder a agressões que podem ocorrer até em pensamento, seja para com ele, seja para comigo a quem devota fidelidade. Os animais percebem, tenha certeza.

06 – Se um cachorro tentar lambê-lo é porque aprova sua presença e quer demonstrar isso carinhosamente a você; e lembre-se que cachorros não mentem ou fingem. Você já tentou beijar alguém e recebeu em troca um empurrão?

07 – Aqui cachorro recebe os devidos cuidados veterinários, alimentação sadia e cuidados higiênicos.

08 – Sua companhia é altamente recomendada pelos médicos, e a maioria das doenças que contraímos ao longo da vida com certeza nos são transmitidas por outros humanos.

09 – Há diversas situações nas quais cachorros são preferíveis a pessoas (eu gosto deles mais do que da maioria das pessoas). Afinal de contas, sempre podemos confiar inteiramente em sua fidelidade e sinceridade.

10 – Para você ele é um simples cachorro. Para mim é pequeno filho adotivo que anda de 4 e não fala tão claramente.

11 – Eu não tenho problema em nenhum desses pontos. E você?

12 – Seja bem-vindo. Volte sempre que quiser.
Os animais são mais sensíveis que nós, bastando se aproximar para distinguir com clareza verdadeiros amigos de pessoas falsas.

Dar sem Humilhar - XII (Sergito de Souza Cavalcanti)




Dar sem Humilhar - XII (Sergito de Souza Cavalcanti)



Esteja sempre pronto a amparar e socorrer a todos que cruzarem seu caminho. Você não sabe o futuro que lhe espera e pode ser que um dia necessite também de uma mão amiga para lhe socorrer.

Seja sempre misericordioso e não se esqueça que na terra de uma maneira ou de outra, todos nós somos necessitados, e não há também quem não esteja em condições de ajudar.

Ajude pois, doando não apenas o pão, a moeda, a vestimenta, mas também, o sorriso amigo, a palavra, o abraço ou até mesmo um bom pensamento.

Esteja sempre receptivo a doar não apenas bens materiais, mas sobretudo, os do coração.

Nossa carência é mais de afeto do que de pão.

Jesus nos ensinou que: “É mais bem aventurado dar do que receber”, (At 20:35) e nos recomendou: “dar a quem nos pedir.” (Mt 5:42)

Tenha cuidado com a maneira que doa para não humilhar a quem recebe. A esmola pode ter em seu bojo algo que deprime o pedinte.

Muitas vezes ao propagarmos um benefício concedido a um irmão carente, estamos envergonhando-o e diminuindo-o.

Embora os cristãos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos.

Não alardeie o benefício que conceder a seu irmão, pois se assim o proceder, não deverá esperar nada de Deus. Com efeito, aquele que procura a sua glorificação na terra pelo bem que fez, já pagou a si mesmo.

“Ao dares esmola ignore a tua mão esquerda o que faz a direita.” (Mt 6:3)

A verdadeira beneficência é modesta e branda; socorre sem humilhar e ampara sem ferir a dignidade de quem recebe.

Beneficie seu irmão, mas nunca deixe vestígios que possam ostentar sua caridade.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Problemas e Provações - XCII (Sergito de Souza Cavalcanti)



Problemas e Provações - XCII (Sergito de Souza Cavalcanti)


Enquanto estivermos encarnados estaremos às voltas com dificuldades e lutas. Abençoemos os problemas e as provas que a infinita sabedoria nos proporciona que visa o nosso aprimoramento.

Evitemos choros e lamentações. Todo lamento debilita nossas forças internas, necessárias para superar nossas dificuldades. Se mudarmos nossa atitude mental veremos que com valentia, venceremos às vicissitudes adversas que a vida nos impõem. Notaremos surpresos que os obstáculos que antes achávamos insuperáveis não são tão grandes como pensávamos.

O problema é mantermos uma atitude mental positiva de triunfador. Acreditemos em nossa força interior e tenhamos fé que Deus é nosso Pai e por isso jamais nos abandonará, por mais difícil que seja nossa provação. Provas e problemas foram feitos para serem resolvidas com fé, empenho e muita determinação.

Façamos nossas, as palavras do apóstolo Paulo: “Tudo podemos naquele que nos conforta, tudo podemos naquele que nos fortalece.” (Fp 4:13)

Aceitemos sem desfalecimento nossas provações, confiando nas forças divinas que jamais nos abandonarão.

Temos consciência que o planeta que nos acolhe é local de expiação e dor e que a dor nos purifica e nos eleva quando a aceitamos sem revoltas. Dores e sofrimentos devem ser aceitos com calma, resignação e até com certa alegria. A dor é o caminho mais alto para nossa ascensão e o modo mais seguro para nos afastar das futilidades e veleidades humanas.

O Cristão verdadeiro deve encarar a existência material como um curso de provas de toda a espécie, tanto físicas quanto morais.

Não peçamos ao nosso Pai Celestial o afastamento da dor. Roguemos forças para suportá-las. É mais sensato não solicitar o desaparecimento das pedras do nosso caminho e sim, a maneira de como nos livrarmos delas.

Jesus quando solicitava ao Pai favores em prol dos seus discípulos, assim rogava: “Não peço que os tireis do mundo, mas que os livreis do mal” (Jo 17:15)

Aceitemos nossos sofrimentos sem revoltas e sem desespero, mas os aceitemos com resignação e paciência, pois, assim como chegaram, um dia, também partirão.

Lutemos sempre por nosso melhoramento moral, estudando, e sobretudo, procurando vivenciar os ensinos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e não nos esquecermos que, na maioria das vezes, fomos nós que escolhemos as provações atuais.

O Pai jamais abandona qualquer um de seus filhos. O que hoje nos esmaga e nos parece uma calamidade insuportável, se diluirá em poucos dias ou até em poucas horas.

Com Jesus, todas, as dores e tormentas passarão e todas as lagrimas se secarão. Se tivermos fé, veremos então que essas dores transformar-se-ão em cicatrizes e essas cicatrizes serão luzes a iluminar nossos caminhos.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pai Nosso Espiritual




Pai Nosso, que estais no Céu, na Terra, em todos os mundos espirituais.

Santificado e bendito seja sempre o Vosso nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração. Bendito sejais!

O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje, Pai! Dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai-nos também o pão do espírito.

Perdoai nossas dívidas, mas ensinai-nos antes, merecer o Vosso perdão, perdoando àqueles que tripudiam sobre nossas dores, espesinham nossos corações e destróem nossas ilusões! Que possamos perdoá-los, não com os lábios e sim, com o coração.

Afastai do nosso caminho todo o sentimento contrário à caridade.

Que este Pai Nosso, uma partícula que seja, vá até aos cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros pelo erro judiciário. Que vá até aos hospícios, iluminando cérebros conturbados ; aos hospitais, onde muitos choram sem o consolo da palavra amiga ; aos que neste momento, transpõem o pórtico da vida terrena para a espiritual e que tenham um guia a acompanhá-los e o Vosso perdão. Que este Pai Nosso vá até aos lupanares e redima essas pobres irmãs infelizes que ali foram tangidas pela fome ou desespero, dando-lhes apoio e fé ; que vá até ao seio da terra, onde o mineiro está exposto ao fogo do grisu e que findo o dia, possa ele voltar ao seio da sua família.

Tende piedade, Senhor, dos órfãos e das viúvas, dos velhos e dos enfermos. Daqueles que até esta hora, ainda não tiveram uma côdea de pão. Tende compaixão dos navegadores dos ares e dos que lutam com os vendavais, no meio do mar bravio.

Tende piedade da mulher que com as suas dores, abre os olhos de um novo ser, à vida.

Que este Pai Nosso vá até aos dirigentes das nações para que evitem a guerra e cultivem a Paz.

Que a Paz e as harmonias do Bem, fiquem entre nós e permaneçam com toda a humanidade. Assim seja!


(Autor Desconhecido)

Cura Espiritual (Emmanuel | Chico Xavier)




Cura Espiritual (Emmanuel | Chico Xavier)


Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibracionais da mente em desequilíbrio?' (Emmanuel)

No trato com as nossas doenças, além dos cuidados médicos indispensáveis à nossa cura, não nos esqueçamos também de que, quase sempre, a origem de toda enfermidade principia nos recessos do espírito.

A doença, quando se manifesta no corpo físico, já está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro.

Ela teve início há muito tempo, provavelmente, naqueles períodos em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que fomos por diversos virus potentes e conhecidos como raiva, medo, tristeza, inveja, mágoa, ódio e culpa.

Como a doença vem de dentro para fora, isto é, do espírito para a matéria, o encontro da cura também dependerá da renovação interior do enfermo.

Não basta uma simples pintura quando a parede apresenta trincas.

Renovar-se é o processo de consertar nossas rachaduras internas, é escolher novas respostas para velhas questões até hoje não resolvidas.

O momento da doença é o momento do enfrentamento de nós próprios, é o momento de tirarmos o lixo que jogamos debaixo do tapete, é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas.

O Evangelho nos propõe tapar as trincas com a argamassa do amor e do perdão.

Nada de martírios e culpas pelo tempo em que deixamos a casa descuidada.

O momento pede responsabilidade de não mais se viver de forma tão desequilibrada.

Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, vive sem culpa.

Quando atingimos esse patamar de harmonia interior, nossa mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade, fazendo com que a saúde do espírito se derrame por todo o corpo.

Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento?


(Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)