sábado, 31 de dezembro de 2011

A Ciência Moderna (Léon Denis)



"A ciência moderna analisou o mundo exterior; suas penetrações no universo objetivo são profundas: isso será sua honra e sua glória; mas nada sabe ainda do universo invisível e do mundo interior. É esse império ilimitado que lhe resta conquistar. A humanidade cansada de dogmas e das especulações sem provas, mergulhou-se no materialismo ou na indiferença. Não há salvação para o pensamento senão em uma doutrina baseada sobre a experiência e o testemunho dos fatos."

(Léon Denis)

Recorda-te (Léon Denis)



‎"Recorda-te de que a vida é curta; esforça-te, pois, por conquistar, enquanto o podes, aquilo que vieste aqui realizar: o verdadeiro aperfeiçoamento. Possa teu espírito partir desta Terra mais puro do que quando nela entrou! Pensa que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos assediam continuamente a alma; corrige teus defeitos, modifica teu caráter, reforça a tua vontade; eleva-te pelo pensamento, acima das vulgaridades da Terra e contempla o espetáculo luminoso do céu."

(Léon Denis)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

É tão bom ser espírita (Raul Teixeira)



É tão bom ser espírita


É tão bom ser espírita
E ter esse compromisso com a fraternidade que nos une
Que nos ensina a dizer sim
A dizer não
A ser fiéis
Sem que tenhamos que perder a fraternidade.
É tão bom ser espírita
E ter essa lucidez diante da imortalidade
E cantar
E estudar
E servir
E ser feliz
Mantendo a nossa alegria
A nossa alacridade.
É tão bom ser espírita
Olharmos uns aos outros
Com harmonia
Sem desejos malsãos
Sem lascívia
Iluminando com as luzes da amizade
Da ternura e da afabilidade
Cada um dos nossos dias.
É tão bom ser espírita
Para entender que a dor não é coisa nossa apenas
Que a dor invade o mundo
Aturde as almas
E que mesmo quando vivemos horas difíceis
Esperamos por certo outras horas amenas.
É tão bom ser espírita
E manter acesa a lucidez
E trabalhar o bem
O bom servir
Colocando tudo em seus lugares por nossa vez.
Ser espírita é ter esse compromisso com a harmonia interior
É cantar as blandícias que nos chegam do Senhor
É ser feliz
É colocar os passos sob a doce diretriz
É tomar do sangue amargo
Usar o pão sem fermento
Mas mantendo lucidez, dentro do próprio pensamento.
Ser espírita é colocar Jesus na nossa vida
E, enquanto passeamos pela Terra,
Desenvolvamos a própria vida,
Erguer os olhos às constelações
Fazer brilhar os próprios corações.
E nesta hora do mundo
Quando divisamos dos Evangelhos os apogeus
Ser espírita é ter certeza
De que, irmãos de Jesus,
Somos filhos de Deus.

Encerramento da Conferência de Raul Teixeira no Encontro Estadual Espírita do Interior do Paraná, em Londrina, em 2005.
Em 22.01.2011.

João e Maria





A veterinária Rafaela C. Magrini recebeu dois cãezinhos para serem sacrificados, mas resolveun adotá-los e dar-lhes a chance de VIVER!

Detalhe: os cãezinhos não tinham as duas patas da frente! Isso é um grande exemplo para todos nós! Parabéns Dra. Rafaela!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quisera (Autor Desconhecido)



Quisera, Senhor neste Natal, armar uma árvore dentro de meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, o nome de todos os meus amigos.

Os amigos de longe e de perto, os antigos e recentes, os que vejo todos os dias e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes, os das horas difíceis e os das horas alegres.

Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que me são conhecidas só as aparências. Os que pouco me devem e aqueles a quem devo muito. Meus amigos jovens, meus amigos velhinhos. Meus amigos homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já passaram por minha vida. Os que me estimam e admiram sem eu saber e, os que amo e estimo sem lhes dar a entender.

Quisera, Senhor, neste Natal armar uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes nunca mais sejam arrancados de minha vida. Uma árvore de ramos muito extensos para que os novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos já existentes. Uma árvore de sombra muito agradável para que nossa amizade, seja um momento de repouso no meio das lutas da vida.

Autor desconhecido

Feliz Ano Novo (Personare)



NÃO VOU LHE DESEJAR
UM FELIZ ANO NOVO.
Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda
e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca).
Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.

365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter.

Esse ano, quero desejar outra coisa.

Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.

Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter.

Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer
ao seu lado e querem estar ao seu lado.

Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe
para que seja constante em seu dia-a-dia.
Faça o que você ama e ame o que faz.

Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você.Então, procure. Insista e não desista.

Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.

Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa.Suspire fundo. Comece. Agora.

Sua vida está esperando.


Feliz vida para você.

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Descobrimos em nós (Alexandre Guimarães Reis)



Descobrimos em nós (Alexandre Guimarães Reis)


Descobrimos em nós atitudes que não sabemos objetivamente como se originaram, mas que fazem parte de nossa bagagem intelectual desde muito cedo. São referências distorcidas da realidade que foram se formando ao longo de nossa história, agravando a obscuridade por cegueira, e molestando nosso sentido de amor.. por referência automática que se tornaram em nós, em comando central em nossas vidas.

São tendências pouco edificantes do pertencer em grupo que vão sendo incorporadas ao nosso arsenal pessoal e replicadas por nossas fraquezas. Foram produzidas ao longo do tempo pela idiotia social e são efeitos colaterais das mídias, mecanismos fundamentados nos preceitos materialistas. Ainda pior, se tornam mecanismos automáticos de avaliação, que passaram a reger a nossa realidade, nos alienando cada vez mais.

Para exemplificar, tomemos o caso de um varredor de rua, e vamos com ele fazer um pequeno exercício de empatia. Imagine-se, por um instante, na pele de um indivíduo que não ganha muito, e que adquire seu sustento (e de seus filhos) recolhendo da cidade o lixo fedorento que produzimos; os despojos da inutilidade humana. Lidar com os excessos dos outros, e encontrar diariamente aquilo que não se tem na própria casa, sob a forma de resíduo. Ou ainda, machucar-se com o descuido dos que não envolvem o vidro quebrado em papel jornal, e voltar para casa com a mão machucada. Além disso, ser visto e tratado como escória da sociedade...

Você conseguiria desempenhar este papel se um dia fosse necessário? Se eventualmente ocorresse de precisar contar com a compreensão da inteligência e da compaixão dos outros, você viveria bem? Alguns certamente estão dizendo que sim, e outros entendem que para si isto seria insuportável, e que só Deus sabe a que ponto... Devemos nos lembrar que há pessoas que exercem esta atividade cantarolando, apesar de todas as dificuldades que se apresentam.

No que a vida possa nos possa ensinar, o discernimento infelizmente ocorre somente quando as dificuldades batem à nossa porta, forçosamente. É muito válido tentar se antecipar, desenvolvendo a humildade e a compaixão, pois assim como a surpresa se pode nos fazer terrível em alguns momentos, preparar-se pela própria evolução pessoal pode favorecer uma melhor situação interior, e em sociedade. Isto é paz e tranqüilidade de espirito. Lembrem-se sempre do exercício da empatia. Um abraço caloroso do amigo de BH.

(Autor: Alexandre Guimarães Reis)

Adote um animal




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cadela que esperava pelo dono em frente ao Hospital São Lucas é adotada



A cadela que passou uma semana em frente ao Hospital São Lucas, em Vitória, à espera do dono, que foi atropelado e morreu, ganhou um novo lar. "Princesa", como foi apelidada por funcionários do hospital, está em uma casa em Vila Velha.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Aquele momento incrível quando você está se sentindo triste demais...




‎"Aquele momento incrível quando você está se sentindo triste demais, então você vai para o quintal e abraça o seu cão hiperativo e ele fica ali, parado com você...

...e faz você sentir-se amado como nunca."

(Autor Desconhecido)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Racismo de Cães e Gatos (Fonte: ULA União Libertária Animal)



Você faz questão de um cão de raça? Pense duas vezes...
por Sérgio Greif (biólogo)



virasÉ bastante comum que na busca pela companhia de animais utilizemos critérios raciais como determinante de escolha. Isso não acontece à toa, vamos à livraria para pesquisar sobre cães e os livros nos dizem qual raça é boa para apartamento, qual raça é boa para se ter com crianças, qual raça fornece bons cães de guarda . . . Os pacotes de rações para cães trazem sempre imagens de rottweilers, labradores, cocker spaniels ou dachshunds, sempre cães de raça; igualmente as propagandas de produtos voltados para esse mercado ou que utilizam cães apesar do produto não estar relacionado.

Há, portanto, um apelo para que "consumamos" cães de raça e para que, por outro lado, desprezemos cães que não sejam de raça. É verdade que esse "estigma do cão vira-lata" esteja menos forte atualmente do que estava 15-20 anos atrás, mas ele ainda persiste.

Por outro lado, tendemos a considerar errado julgar as pessoas por sua raça. Pessoas normais não escolhem, por exemplo, ter amigos brancos ou japoneses e desprezam possíveis amigos negros ou índios, apenas com base em critérios raciais. Tampouco não vemos com bons olhos publicações que tentam associar determinadas raças humanas com determinados padrões de comportamento. E mesmo que possamos definir com certa precisão nossa linhagem ancestral, não é de bom tom sustentarmos isso como indício de superioridade ou em conotação de pureza. E se isso não é bom ou certo no caso de seres humanos, também não o é em relação aos cães e outros animais.


O que são os cães de raça?

Como no caso das raças humanas, não há uma sustentação científica para o conceito de raças caninas. Todos os cães pertencem à espécie Canis familiaris (ou mais recentemente Canis lupus familiaris) e descendem de lobos cinzentos (Canis lupus), que foram domesticados provavelmente há 100 mil anos.

Do lobo para o cão há uma grande diferença, mas 100 mil anos de seleção artificial foram suficientes para que o ser humano desenvolvesse milhares de variedades de cães. Os primeiros critérios adotados pelo ser humano para a seleção de animais de companhia foram sua mansidão.
No entanto, quando consideramos geneticamente, o conceito de raças caninas não faz sentido. O que existe sim são grupos de animais cruzados seguidamente entre si para expressar determinadas características que lhes confere visível semelhança, e algumas vezes a propensão a determinada índole. Mas é só.

Exceto por uma acentuada aparência externa, nada distingue uma raça canina de outra. Existem, obviamente, linhagens que são maiores e linhagens que são menores, linhagens mais agitadas e menos agitadas, linhagens que se morderem alguém causarão um estrago maior do que outras, até por sua força física . . . mas todas essas características podem ser encontradas também em cães chamados "sem raça definida" - SRD.

Uma pessoa que busca simplesmente um companheiro canino não precisa adquirir um guia de raças que garante que tal linhagem expressa determinado comportamento, não precisa ir a um canil adquirir um cão com pedigree por um preço que pode variam de R$ 200 a R$ 2.000, até porque amigos não se compram.

O que determina que cães são de raça?
O que determina que certo cão pertence a certa raça é um critério absolutamente artificial. Cães não se reconhecem a si mesmos como pertencentes a raças distintas, como ocorre no caso de raças surgidas de maneira natural. Mas se não é algo natural, de que forma os critérios raciais surgiram para cães?

Desde sua domesticação, os cães foram empregados pelo ser humano em diferentes serviços (pastoreio, boieiros, caça de pequenos e grandes animais, caça de aves aquáticas, farejadores, guarda, corrida, etc.). Mesmo sem conhecer os fundamentos da genética antes de Mendel, o ser humano sabia, por fatores empíricos, que se cruzasse cães com determinadas características e aptidões teria maior chance de encontrar essas mesmas características em suas proles.
Esse processo se acentuou ainda mais a partir do surgimento dos Kennel Clubs, no século XIX. Desde então, cães já não eram mais cruzados para fornecer animais mais aptos para realizar trabalhos, mas simplesmente como hobby, com o intuito de selecionar os que expressassem determinadas características físicas. Para alcançar as características desejadas, valia até mesmo apelar para o endocruzamento, ou seja, o cruzamento entre irmãos, país e filhos, avôs e netos, etc.

Os Kennel Clubs criaram o sistema de registro de raças, onde das milhares de linhagens selecionadas ao longo destes 100 mil anos de domesticação e que persistiram até os dias de hoje, entre 150 e 400 variedades são hoje reconhecidas como raças (o reconhecimento de uma determinada linhagem como raça varia de Kennel Club para Kennel Club).

Uma pessoa que pegue um livro sobre raças caninas do mundo inteiro poderá identificar nas fotos determinados padrões de cães conhecidos e que nem mesmo sabia pertencerem a raças. Isso porque esse padrão racial somente é reconhecido em determinadas localidades, por determinados Kennel Clubs. Vira-latas poderiam, portanto, ser incluídos dentro de determinadas raças, ainda que não pudessem ser considerados puros, por desconhecermos sua procedência.
Apenas esses fatos já servem para demonstrar que o conceito de raças caninas não é um conceito bem fundamentado.


Consequências do repetido endocruzamento de cães

Embora a seleção artificial de cães remonte ao paleolítico, o conceito de raças caninas, que devem obedecer a determinados padrões, possui menos de 150 anos. Algumas raças atuais remontam a tempos bastante remotos, no entanto essas raças, como dito, formaram-se a partir de diversos animais distintos que expressavam determinadas aptidões e características. Não havia uma pressão para que os cães não se misturassem com outras linhagens e endocruzamentos praticamente não ocorriam, e quando ocorriam, eram acidentais.

Mesmo sem conhecer os mecanismos da genética, o ser humano sempre soube, de maneira empírica, que o cruzamento entre irmãos ou entre pais e filhos criava uma prole mais frágil. Hoje sabemos que isso acontece porque com o endocruzamento aumenta a possibilidade de que genes raros recessivos se manifestem no organismo. Quando existe uma variabilidade genética, mesmo com a presença de genes raros deletérios na população, estes raramente se manifestam, porque a própria seleção natural cuida de eliminá-los. Mas quando a variabilidade genética é pequena, e os animais se cruzam apenas entre si, então surgem as doenças.

Podemos dizer que todos os schnauzers, poodles, dachshounds, cockers, weimaraners e bulldogs são parentes entre si. Não parentes no sentido que todos os cães são entre si, ou que todos os seres humanos são entre si. Eles são parentes em primeiro grau, no máximo em segundo grau. Um cão maltês que nasce na França é praticamente um irmão de sangue de um cão maltês que nasce no Brasil. Há pouquíssima variabilidade dentro desses grupos.

As consequências dessa baixa variabilidade genética dentro das raças caninas é a grande ocorrência de defeitos congênitos (nascimento de animais com defeitos de formação), a manifestação de doenças e a baixa longevidade.

Existem mais de 500 doenças genéticas conhecidas nos cães, todas elas associadas à baixa variabilidade genética existente dentro das raças. Raças como os poodles apresentam diversas doenças endócrinas, tumores de mama, hidrocefalia, epilepsia e outras doenças. Cockers manifestam grande incidência de cataratas, glaucomas e doenças da retina, doenças dos rins e displasia coxo-femural.

Pit bulls, rottweilers e pastores alemães também apresentam maior incidência de displasia coxo-femural. Outras doenças características do pit bull são a sarna demodécica, problemas de rompimento do ligamento cruzado e parvovirose. A parvovirose também incide com maior frequência em Rottweilers, que também sofrem com maior frequência de problemas relacionados ao complexo gastroentérico. Pastores alemães manifestam maior incidência de ataxia, epilepsia, doença de Von Willebrand (problemas de coagulação), cegueiras causadas por pannus oftálmico ou queratite superficial crônica. Labradores são acometidos por cerca de 20 doenças genéticas, entre elas displasia coxo femoral, retinal, catarata, ausência de testículo, etc.
Dachshunds apresentam alta incidência de artrite. Além disso, sua coluna longa ocasiona em maior incidência de problemas de coluna, hérnia de disco, eles são mais propensos a desenvolver problema de cálculos renais, tumores mamários e otites. Como os animais com pernas mais curtas são mais valorizados, essa característica é selecionada pelos criadores, ocasionando em animais com pernas tão curtas que acabam arrastando a barriga e as orelhas no chão. Entre os yorkshires existe maior propensão à endocardiose, hidrocefalia, diversas afecções dermatológicas, musculoesqueléticas, cânceres de testículo e de hipófise, colabamento traqueal, hiperadrenocorticismo, nefropatias e afecções urinárias diversas, várias gastroenteropatias, catarata, atrofia da retina, distrofia da córnea, conjuntivite. O pinscher, além da sarna demodécica, com frequência apresenta epilepsia, problemas cardíacos e problemas de luxação de patela (rótula), que pode até demandar uma cirurgia.

Além dessas doenças genéticas, há ainda outro problema relacionado ao cruzamento endogâmico, que é o favorecimento de características estéticas que resultam em comprometimento da vida do animal. Por exemplo, o padrão de raça estabelecido para dachshunds diz que quanto mais baixinho, melhor. Então o criador busca produzir animais que literalmente se arrastam pelo chão, pois esses são mais valorizados. É óbvio que para o animal isso resulta em péssimas condições de vida e muitos desses "salsichinhas" até evitam se locomover muito. Cães da raça rhodesian ridgeback necessitam, por padrões raciais, apresentar uma faixa saliente no dorso, e para isso que são selecionados. Essa faixa apenas se forma no animal como consequência de uma espinha bífida, portanto, selecionar animais para que apresentem essa crista nas costas é selecionar para que nasçam com esse problema. Essa crista ainda propicia que um quisto (sino dermóide) se desenvolva entre os tecidos subcutâneos e o tecido muscular, causando infecção. Nos canis comerciais, quando um rhodesian ridgeback nasce sem a crista, frequentemente ele é morto antes que a noticia se espalhe. Isso é indício de comprometimento da qualidade do plantel.
Raças como o sharpei e o mastiff napolitano tem como padrão racial a necessidade de apresentar pregas na pele. E quanto mais pregas melhor. Ocorre que essas pregas são regiões propensas ao acúmulo de sujeira e umidade e, como consequência, ao surgimento de dermatite, seborréia e micoses. Além disso, pregas demais limitam os movimentos do animal, comprometendo também sua visão. Muitas vezes são necessárias cirurgias para remover pregas da frente dos olhos. Adicionalmente, sharpeis apresentam problemas de tireóide, problemas de pele e pelo e mal funcionamento do fígado e dos rins, o que ocasiona em dificuldade de biotransformar e eliminar toxinas do organismo. Sharpeis também com frequência apresentam mordedura prognata, ou seja, os incisivos da arcada inferior se fecham à frente dos incisivos da arcada superior.
Algumas raças de cães, como os bulldogs, o boxer, o pequinês e o pug apresentam mordedura prognata como padrão de sua raça. Em muitos casos o prognatismo é tão acentuado que, mesmo quando o cão está com a boca fechada, pode-se ver seus dentes e a língua. No padrão dessas raças também há uma valorização de animais com cabeça curta, alta e enrugada, focinho curto, enrugado e voltado para cima, com narinas amplas, o que torna sua respiração pesada e difícil. Com frequência esses animais apresentam prolapso dos olhos (olhos saltados da órbita, ou caídos) e pernas tortas. Esses animais tem maior propensão a apresentarem problemas cardíacos, com grande incidência de cânceres, problemas articulares e epilepsia.
Portanto, ao buscarmos por animais que obedecem a determinados padrões raciais estamos buscando pela expressão de características artificialmente selecionadas e que com frequência representam doenças e má qualidade de vida para o animal. Ao selecionar animais de acordo com suas características raciais, agimos como nazistas ou eugenistas, que estabeleceram padrões para a forma como seres humanos devem ser. Além disso, agindo dessa forma estamos contribuindo para toda uma cadeia de negócios fundamentada na exploração animal.


A exploração dos cães de raça

Quem pensa em cães como companheiros, melhores amigos do homem, etc., deve pensar duas vezes antes de comprar um cão em um pet shop. Cães vendidos em pet shops possuem exatamente os mesmos sentimentos que qualquer outro cão. São dóceis, companheiros e adoram a companhia humana. Porém, junto com tudo isso, ao comprar um cão o comprador adquire um certificado de linhagem (pedigree) e toda a história de sofrimento que está por trás desses animais. Animais de pet shop podem ser animais fofinhos pelo ponto de vista do comprador, mas pelo ponto de vista do produtor de animais e do vendedor, eles são apenas produtos ou mercadorias.

O objetivo de um criador de cães é o lucro e ele só alcança esse lucro se conseguir maximizar sua produção. Para que isso aconteça, ele deve fazer com que seus cães se reproduzam o máximo possível. Isso significa que cada fêmea matriz deve ter o máximo de ninhadas no menor tempo possível. Os filhotes nascidos nessas condições abastecem a "indústria dos animais de estimação".

yorkshire

Esse YorkShire era o macho de um "casal matriz", que é como os criadores chamam o casal mantido para reproduzir. Esse machinho teve seu prepúcio cortado pela criadora, para que cruzasse mais, e assim, rendesse mais dinheiro. Depois de muito usado ele foi trocado por um mais jovem e abandonado. A aparência é horrível e tem que estar sempre passando silicone para que a glande entre e não resseque causando dores, o que acaba sendo inevitável.

Os canis que fornecem animais de raça para abastecer a esse mercado podem variar desde indivíduos que possuem algumas fêmeas matrizes, até grandes canis comerciais contendo dezenas, centenas de animais. Em todos os casos, quem sai perdendo são os cães. Animais são condicionados a viverem por toda a sua vida em gaiolas recebendo apenas água e alimentos, produzindo ninhada atrás de ninhada, até que sua vida reprodutiva acabe e seja ela mesma comercializada ou abandonada em algum local. Filhotes nascidos sem as características raciais consideradas dentro do padrão ou com leves imperfeições são mortos de imediato, pois a presença desses animais na ninhada compromete a imagem das matrizes. Após um breve período mínimo de amamentação esses animais são encaminhados para pet shops onde são vendidos para pessoas que mal conhecem sua história de sofrimento anterior.

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Imagens de fábricas de filhotes.

Sim, a exploração de cães em canis é uma forma de exploração animal tão grave quanto qualquer outra, E não se trata realmente de fazer uma distinção entre o "bom" criador e o "mal" criador, ou de criticar o comércio de fundo de quintal e valorizar o comércio que ocorre sob supervisão de um Kennel Club ou de alguma entidade de proteção animal. A criação de cães de raça é em si um erro, porque ela produz animais que em verdade só existem para atender à futilidade e aos padrões de estética que nós estipulamos. Seres humanos que de fato gostam de cães não fazem distinção entre cães de raça e cães sem raça definida.
Quem deseja um amigo de verdade . . .

Uma pessoa que realmente deseja ter um cão como amigo, e não como um produto, uma mercadoria, não faz distinção entre um cão de raça e um cão sem raça definida. Os cães são sinceros em sua amizade para conosco, eles não fazem julgamentos se somos brancos ou negros, altos ou baixos, milionários ou mendigos, perfeitos ou deficientes, cabeludos ou carecas . . . eles nos aceitam como somos porque seu amor é desinteressado.

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Para que nossa parte da amizade possa ser tão sincera quanto o é a parte deles, precisamos ser tão desinteressados quanto eles mesmos. Ter amizade é querer o bem. Queremos que nossos amigos vivam muito, sejam saudáveis . . . não que tenham pedigrees e doenças genéticas, ou que satisfaçam nosso ego e sejam abandonados quando enjoarmos deles. Queremos que nossos amigos sejam criaturas que vivam conosco porque nos adotamos mutuamente e porque precisamos deles tanto quanto eles precisam de nós.

Amigos não se compram. Se adquirimos nossos amigos de estabelecimentos que lucraram com sua exploração, nossa parte da amizade não é sincera. Amigos não tem beleza ou feiúra. Se escolhemos nossos amigos com base em características estéticas não são amigos o que procuramos. Amigos não são feitos em formas, não obedecem, a padrões, não tem raça. Eles vem do jeito que vierem e nós os amamos. Um cão em nossa casa é companhia garantida. Alegria não de possuir um bem, mas de manter um amigo, compartilhar nossa vida com alguém por muitos anos.
--
Sérgio Greif é Biólogo, mestre em Alimentos e Nutrição, autor de "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável" e co-autor do livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo".

Material Educativo: para baixar, divulgar e conscientizar!

Filipeta, folder, panfleto, cartazes e banners!

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Indicação:
- Documentário "Segredos do Pedigree" - do Animal Planet - Assista
- Conheça o Evento educativo Vira Lata Fashion Week e a Campanha Salve uma Vida e Ganhe um AMigo.

Última atualização ( 15 de Agosto de 2011)



Fonte: http://www.uniaolibertariaanimal.com/comercio/racismo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Medo da Morte - XLIX (Sergito de Souza Cavalcanti)



Medo da Morte - XLIX (Sergito de Souza Cavalcanti)

O medo da morte tem sido um grande mal que nos persegue desde que nos entendemos por gente. A morte ainda é um grande tabu a nos amedrontar de tal maneira que muitos atravessam a existência em pânico por ter um dia que enfrentá-la.

Quanto mais materializado é o homem, mais pavor sente da morte.

A nossa ignorância em compreendê-la tem sido a causa de sofrimentos inimagináveis, desencadeadora de tragédias e de grande desconforto. O nosso apego às coisas materiais e a educação cultural essencialmente materialista, tem sido a causa de tantos temores.

O certo, é que um dia, todos teremos que morrer e nem por isso temos que nos amedrontar. A morte para o cristão não deve ser entendida como o fim, o caos, a desagregação total, pois a alma que é a nossa individualidade, é imortal. Temos ciência de que o nosso corpo, mesmo quando bafejado pela saúde é um cárcere e os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte, são um gozo para o espírito, que vê chegar a termo seu exílio.

Portanto, não temos motivo algum para o pânico no momento do nosso desencarne, principalmente se pautarmos nossa vida a favor do bem e do amor aos nossos semelhantes.

Jesus sempre que se referia às pessoas sem fé, os chamava de mortos. Morto para Jesus é a criatura árida de valores morais e espirituais, alguém que se ausentou temporariamente da vida. A vida é eterna, alternando-se no plano físico e espiritual de conformidade com nossas necessidades evolutivas.

Vivamos portanto, cada dia como se fosse o último e nos preparemos com confiança para esse acontecimento normal de nosso ciclo evolutivo.

Procuremos ao invés do medo, cultuar e seguir o Homem de Nazaré que afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que crê em mim mesmo que morrer, viverá, e todo o que vive e crê em mim, ainda que morra, não perecerá”. (Jo 11:25-26)

Preparemo-nos para a morte na certeza evangélica de que não encontraremos na morte nada mais do que vida e vida em abundância.


Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-49.html

Mesmo sem um corpo perfeito, se pode ter uma alma perfeita.



Mesmo sem um corpo perfeito, se pode ter uma alma perfeita.






Apresento-lhes um cão chamado FAITH (Fé)! Este cãozinho nasceu na Véspera de Natal no ano de 2002. Nasceu apenas com as duas patas traseiras. Como está claro, não conseguia andar, e até a sua própria mãe o rejeitou.


Seu primeiro dono também pensou que ele jamais conseguiria andar, e considerou "colocá-lo para dormir"....


Nessa altura, a sua atual dona, Jude Stringfellow, conheceu-o e pediu para ficar com ele. Determinada, foi ela quem ensinou e treinou este pequeno cão a andar por si só.


Chamou-lhe 'Faith', ou Fé.


A princípio, ela colocou-o numa prancha de skate, para que sentisse o movimento... usou depois manteiga de amendoim para atraí-lo, e como recompensa para que ele se levantasse e saltasse, apenas nas duas pernas. Ao fim de apenas 6 meses, "Fé" começou a aprender a equilibrar-se nas pernas traseiras, e a saltar para a frente, movendo-se assim.


Depois de mais treinos na neve, ele pode "caminhar" como um ser humano.




Faith adora movimentar-se por todo o lado agora. Onde quer que ele vá, atrai sobre si todas as atenções. Tornou-se famoso no cenário Internacional, e já apareceu em programas de Televisão e em Jornais. Está para ser publicado um livro sobre ele entitulado "Com um pouco de Fé".



Considerou-se ainda incluí-lo num dos filmes de Harry Potter.


Sua dona, Jude Stringfellew , deixou o trabalho como Professora, e planeja levá-lo numa volta ao mundo, pora mostrar que mesmo sem um corpo perfeito, se pode ter uma alma perfeita.


Na Vida, existem sempre coisas que não desejamos, porém, basta olhar a vida noutra perspectiva para que possamos nos sentir melhor. Espero que esta mensagem traga para as pessoas novas maneiras de pensar e que possam sentir e agradecer cada novo dia como uma benção.

O cãozinho "Faith" é a demonstração contínua do valor e a maravilha que é a Vida.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não sei se a vida é curta ou longa (Cora Coralina)



"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Cora Coralina

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A sua irritação não solucionará problema algum (Chico Xavier)



"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!"

Chico Xavier